B.B. King: Lições de vida do Rei

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Por Fotoboard Tramparia, Fonte: B.B. King - David Ritz, Tradução
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As palavras superação e persistência fizeram-se presentes na trajetória de RILEY BEN KING, o B.B. KING (Blues Boy King).

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"Rei Pós Feto" (tradução fotoboard-trampariana para B.B. KING), antes de se tornar um ícone do blues, sofreu intempestivamente com duas perdas irreparáveis.

Palheta adquirida num show do B.B. KING, em 2012, durante sua passagem pelo Brasil.
Palheta adquirida num show do B.B. KING, em 2012, durante sua passagem pelo Brasil.

Na região do Delta do rio Mississipi, no estado americano de Louisiana, RILEY continuou com as colheitas nos campos de algodão, local sagrado onde mantinha-se ocupado com a extração de matéria-prima.

O contato com o algodão ajudou a manutenção da mente sã, afastando a enxurrada de pensamentos negativos.

O trecho a seguir, foi retirado da autobiografia de B.B. KING, escrita com o co-autor David Ritz.

Local de Publicação: São Paulo | Ano: 2013 | Páginas: 264 | Editora Évora | Capa: Listo Estúdio Design | Imagens de Capa: Corbis Images.
Local de Publicação: São Paulo
Ano: 2013
Páginas: 264
Editora Évora
Capa: Listo Estúdio Design
Imagens de Capa: Corbis Images.

"Eu fazia mais do que trabalhar nos campos de algodão. Ajudava a plantar milho e soja.

Enfardava feno com ajuda da tração da mula, talvez o trabalho mais difícil de todos. Fazia isso, digamos, de julho até setembro, enquanto esperava que o algodão amadurecesse.

O gado adorava comer feno mas, cara, enrolar e atar aquele negócio não era mole. Mais tarde, máquinas passaram a fazê-lo.

Na verdade, mais tarde, máquinas passaram a fazer tudo. Mas no Delta em que cresci, ainda eram mãos humanas que se arranhavam e cortavam, era o sangue e o suor.

Neste mesmo período tardio de verão, depois de termos deixado a plantação e enquanto esperávamos que os botões aparecessem, procurava outras formas de ganhar dinheiro. Cortava madeira em uma serraria.

Contracapa da autobiografia do B.B. KING.
Contracapa da autobiografia do B.B. KING.

Ainda era um garoto magricela, mas aprendi a apanhar grandes toras alavancando-as com o uso de gravetos menores.

Os caras mais velhos me ensinaram como cérebro compensa força.

Tinha energia para queimar e disposição para trabalhar.

O trabalho parecia evitar que os problemas na minha cabeça crescessem.

Sentia menos falta de Mamãe quando estava trabalhando, pensava menos em Anjo e na forma como ela morrera.

O trabalho me mantinha são.

Eu também trabalhei firme na música. Poupei e comprei um violão elétrico por US$20 e entrei para um grupo chamado Famous St. John Gospel Gate Singers.

Não éramos famosos, mas queríamos ser como o conhecido Golden Gate Quartet.

Eu alternava as frases de tenor com N.C. Taylor. Junto com os irmãos Matthew John e O.L. e meu primo Birkett, trabalhávamos cinco harmonias e começamos a cantar em algumas igrejas nas imediações de Indianola.

Se as igrejas soubessem que tínhamos um violão, algumas cancelavam o show, porque para elas, um violão dava a impressão de que éramos um grupo rebelde.

Contudo, mais tarde, quando viam que nossa música estava atraindo multidões, reconsideravam e nos chamavam de volta.".

Essa matéria faz parte da categoria Trecharias BioRockers, que são pequenos trechos de livros que pertencem à Biblioteca Cifranegriana - Portalblog cifranegramisterial.com.

Sobre David Ritz: Além dessa obra, é co-autor das autobiografias de ETTA JAMES, RAY CHARLES e SMOKEY ROBINSON.

Também é autor, com Jerry Wexler, de Rhythm and the blues, livro vencedor do Ralph J. Gleason* Music Book Award, no ano de 1993. *Crítico de jazz e de música popular, editor e fundador da Revista Rolling Stone.




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Sobre Fotoboard Tramparia

Fotógrafo artístico que registra e cria cenários com objetos ligados a cultura pop/rock, como CDs, livros, camisetas etc. Edita textos, fotos e divulga bandas no Portalblog cifranegramisterial.com. Desde os tempos de guri, ouve Led Zeppelin, The Cult, Rush, AC/DC, Iron Maiden, Guns N' Roses, Alice In Chains, entre outras inúmeras lendas do rock/metal. Toca piano e teclado, pratica esportes e está sempre em busca de energia rock and roll e da natureza.

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