Chris Cornell: renomada doutora também não acredita em suicídio intencional
Por Brunelson T.
Fonte: Rock in The Head
Postado em 28 de fevereiro de 2018
A Dra. Nora Volkow apareceu no programa de TV Good Morning America, para falar sobre a morte de Chris Cornell. Atualmente, ela é diretora do Instituto Nacional do Abuso de Drogas, que é afiliado ao Instituto Nacional de Saúde dos EUA.
Assim como vários depoimentos de profissionais da área (alguns que nem tinham relacionamento com Chris, que é o caso dela), ela também não acredita em suicídio intencional.
Seguem alguns trechos:
"Vicky Cornell (viúva de Chris) descreveu que o seu marido não era ele mesmo naquela última noite, pois ele parecia confuso e esquecido. Então, quando você está intoxicado com drogas prescritas, você muda o seu estado mental. Existem certas drogas que são particularmente arriscadas a esse respeito, como algumas que estavam em seu organismo - benzodiazepinos misturados com barbitúricos - que podem gerar confusão mental. Elas prejudicam a sua cognição e levam você a atos desinibidos. As pessoas podem adotar comportamentos impulsivos (às vezes, frutos de delírios) que não teriam realizados se não estivessem sob a influência dessas drogas. Isto é acentuado quando você está combinando uma variedade de drogas, que foi o caso de Chris Cornell. É muito provável que, se ele não estivesse sob as influências dessas drogas, ele nunca teria feito tal ato que lhe custasse a vida".
Ela também falou como os médicos precisam estar cientes sobre os seus pacientes que possuem um histórico de dependência química em suas vidas.
"Absolutamente, é responsabilidade dos médicos. Na verdade, os médicos devem perguntar aos seus pacientes se eles tiveram um histórico de uso de drogas em sua família ou com eles mesmos, porque isso vai determinar quais medicamentos eles podem autorizar ou não. Se eles lhes derem medicamentos que os colocam em maior risco, eles devem ser observados com muito, mas com muito cuidado. A outra questão a salientar, é que isso é diferente de outras doenças como diabetes ou câncer, onde você a possui em seu registro médico e as informações relativas a você - caso o paciente tenha um histórico de abuso por substâncias - não irão aparecer no seu registro médico, certo? Então, você como médico, se não fizer a pergunta ao seu paciente, talvez você não saiba que ele é ou foi um viciado em drogas, e então, você pode conceder-lhe uma droga prescrita que o levará a ter uma recaída".
"Isto afeta a família e pode destruir um lar, mas também é a família que deve apoiar a pessoa que é viciada. A família tem que estar muito alerta quanto aos sinais e sintomas de alguém se tornando viciado e muito mais importante, de sinais e sintomas de quando a pessoa tem uma recaída. Nós sabemos que é difícil encarar os fatos, porque é muito doloroso ver alguém viciado, sabe? É uma cena devastadora e você se engana pensando que essa pessoa está passando bem naquele momento..."
"Há um mal-entendido sobre o que as drogas fazem no seu cérebro. As pessoas realmente olham as suas ações com base em suas próprias experiências, portanto, eu sou capaz de controlar a minha ingestão de vinho, mas as drogas afetam o cérebro de maneiras que prejudicam a capacidade de realmente exercer controle sobre os seus desejos e emoções, deixando-o com ações automáticas e repetitivas - nenhuma pessoa tem o direito de ficar julgando sobre isso, pois cada ser humano é diferente do outro, cada um é uma caixa receptiva que não podemos dar o direito de comparar a outra pessoa ou a si mesma. É como dirigir um carro sem freios, onde você tem ciência que pode bater em qualquer coisa a sua frente... As pessoas que são viciadas muitas vezes percebem que têm que parar, mas se você não tiver freios, como você faz isso? É uma situação equivalente".
Fonte:
https://www.campusdrugprevention.gov/podcast/prevention-profiles-take-five-dr-nora-volkow-nida
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