Catavento: psicogrunge lo-fi de Caxias do Sul
Por Roberto Rillo Bíscaro
Fonte: Press Release
Postado em 08 de maio de 2018
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Nascidos na fria e industrial Caxias do Sul, na serra gaúcha, Leo Rech (guitarra/vocais), Leo Lucena (guitarra/vocais), Du Panozzo (baixo/vocais), Luquinhas Bustince (bateria) e Johhny Boaventura (teclados/synths/vocais) começaram a criar, no ano de 2012, uma espécie de fusão entre a psicodelia melódica e reverberante, com as distorções sujas e barulhentas vindas do garage e do noise rock - "...quase como um filhote de Os Mutantes com Sonic Youth" - como escreve Pedro Antunes pro jornal Estadão de São Paulo.
Em janeiro de 2014 o grupo soltou na rede o resultado dessas experimentações: o álbum "Lost Youth Against The Rush", primeiro full-length do selo independente Honey Bomb Records, produzido por Francisco Maffei, em seu home studio. O disco, composto por 9 faixas repletas de camadas, efeitos e vocais multiplicados, foi lançado em CD e fita Cassete, acompanhado também por quatro lisérgicos video clipes. O lançamento rendeu à banda menções em listas de melhores álbuns do ano, firmando seu nome entre as bandas da nova cena psicodélica brasileira, ao lado de Boogarins, O Terno, The Outs, entre outras. As ótimas críticas vieram de meios especializados como as revistas Rolling Stone Brasil e Noize, os jornais Estadão e O Globo, os sites Monkeybuzz, Rockinpress e Tenho Mais Discos que Amigos e os estrangeiros Independent Music News (UK) e Cochino Pop (Venezuela). Além disso o coletivo, como prefere ser chamado o grupo, realizou uma turnê de Kombi pelo Brasil, fez apresentadões elogiadas em festivais como Vaca Amarela, Morrostock e Manifestasol e passou por cidades como São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Já no começo do ano, a Catavento lançou um álbum ao vivo com duas músicas inéditas e duas versões: "Live Bootleg", gravado no festival Manifestasol (Caxias do Sul). Atualmente, os cinco jovens estão em processo de gravação do segundo álbum e vem rodando bastante pelo circuito independente do interior do Rio Grande do Sul, movimentando a cena local com seus shows enérgicos e hipnotizantes.
Essa mistura toda de referências sonoras e estéticas fez com que a banda gerasse seu próprio neologismo, a palavra GLIMB, que resume o movimento multicultural que a trupe vem desenvolvendo nas montanhas geladas do sul do país.
O trabalho do Catavento está de graça, no Bandcamp:
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