Yngwie Malmsteen: músico rebate críticas de que toca sempre a mesma coisa
Por Igor Miranda
Fonte: Eon Music
Postado em 02 de abril de 2019
Em entrevista à Eon Music, o guitarrista Yngwie Malmsteen demonstrou incômodo com a opinião de certas pessoas a respeito de seu trabalho. Muitos afirmam que o músico sueco não apresenta grande variedade em suas composições e repete sua proposta artista inicial à exaustão.
Malmsteen entende que afirmações desse tipo são "idiotas". "Alguns críticos dizem que toco o mesmo estilo, que não mudo nada, só faço a mesma coisa. Dou risada disso. Primeiro, porque o que eu faço nos últimos 30 e poucos anos é mais variado e amplo do que quase todo mundo no rock", disse.
Em seguida, o músico deu exemplos de "pouca variedade" no rock. "Não me entenda mal, pois eu amo essas bandas que vou citar. Amo AC/DC, amo ZZ Top, amo várias dessas bandas, mas elas soam como se fizessem a mesma coisa por 40 anos. Para mim, dizer que tudo soa igual é um comentário comentário, porque se alguém tem um estilo próprio, isso é algo muito bom", disse.
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O guitarrista destacou que não é um artista como Madonna, que "precisa fazer um álbum da moda toda vez porque não é algo de estilo, mas, sim, uma tendência". "Tenho muito orgulho de ter um estilo que criei. Fico muito feliz por fazer álbuns nesse sentido. O que você chama de neoclássico, imagino, é a minha parada. É o que eu faço. Não posso fingir", afirmou.
Ele complementa: "Sempre que faço algo diferente, como um álbum acústico há uns 10 anos e outros projetos como o sinfônico, ninguém percebe. Esse novo álbum ('Blue Lightning', influenciado pelo blues) é mais uma coisa que quis fazer, mas eu não faria se não quisesse. Acho legal fazer algo assim e, claro, meu estilo original não mudará".
Por fim, Malmsteen destacou seus méritos no meio musical. "As pessoas têm a cabeça muito fechada e é assim, aprendi a conviver com isso. Você precisa entender que antes disso, 37 anos atrás, eu vim para os Estados Unidos e lutava de todas as maneiras, porque tentava não soar comercial. A música que fiz foi extremamente pesada, rápida e complicada. Se você ouvir as minhas demos de 1979 ou 1980, é tudo extremo pra c*r*lho. E aí, diziam que eu nunca iria conseguir. Riam de mim. Ouvi isso a vida toda. Porém, há algo em mim dizendo que era isso que eu deveria fazer", afirmou.
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