Paul Stanley, do Kiss, recorda a dor de ser chamado de "monstro de uma orelha"
Por Mateus Ribeiro
Fonte: Ultimate Classic Rock/Tradução
Postado em 05 de maio de 2019
O vocalista do Kiss, Paul Stanley, relembrou a dor e a solidão de sua infância enquanto lutava para lidar com o fato de ter nascido com microtia, uma deformidade na qual a orelha é subdesenvolvida.
Em um clipe da versão em áudio de seu novo livro, Backstage Pass, lido por Sean Pratt, Stanley contou sobre o dia em que retornou ao apartamento onde passou seus primeiros anos de vida: "Quando comecei a frequentar a escola primária ao lado do nosso apartamento, eu não tinha amigos", disse ele. "Mas eu sempre fui o centro das atenções; e esse tipo de atenção era horrível para uma criança de cinco anos. Eu queria desaparecer ou me esconder, mas não havia lugar para ir."
Ele continuou: "Quando alguém me olhava, já era algo ruim o suficiente. Mas quando alguém gritou para mim, isso atraiu os olhos de outras pessoas para mim. Todos olhavam para mim, me examinavam; Senti-me violado e ameaçado. Estes foram os piores momentos; como um garoto que apontava e gritava "Stanley, o monstro de uma orelha!" Tudo o que eu conseguia pensar era: "Você está me machucando".
Paul ainda lembrou que "nunca teve um ombro para chorar" já que seus pais "insistiam em não falar sobre" seus problemas. Em certo ponto, quando ainda estava no jardim de infância, sua mãe lhe disse: "Lute suas próprias batalhas - não venha chorando para mim".
Para finalizar, Paul fez uma reflexão: "As crianças precisam de pais. As crianças precisam de proteção. Quando meus pais não tinham empatia comigo e não queriam ouvir sobre meus problemas, eu me sentia separado de todos. Durante a maior parte da minha vida, a West 211th Street (rua onde morava na infância) representou apenas uma coisa para mim: dor."
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