Sepultura: nova música "Isolation" critica sistema carcerário americano
Por Igor Miranda
Fonte: G1
Postado em 12 de novembro de 2019
A nova música do Sepultura, "Isolation", foi lançada na última sexta-feira (8). A faixa integra o álbum "Quadra", que chega a público em 7 de fevereiro pela Nuclear Blast.
A composição traz uma crítica ao sistema carcerário dos Estados Unidos, conforme revelado pelo vocalista, em material de divulgação. O comunicado foi reproduzido pelo G1.

"A prática desumana do confinamento solitário muda a estabilidade mental dos prisioneiros. Eles não são reabilitados, mas transformados para pior. Uma vez lançados de volta à sociedade, todos pagamos o preço pelo que foi feito com eles", afirma Derrick Green.
Assista ao clipe de "Isolation":
O álbum "Quadra", por sua vez, é conceitual. A capa, criada por Christiano Menezes (Darkside Books), "representa as diferentes regiões, fronteiras, tradições que todos nós viemos e tivemos durante o nosso processo de vida". "Olhe para a moeda. Você dá importância ao dinheiro? Ele não está presente apenas na capa, mas na cabeça de todo mundo. Seja a regra do seu próprio jogo!", diz a banda.

O guitarrista Andreas Kisser também falou sobre o conceito. "Em português, além de outros significados, 'Quadra' significa 'quadra esportiva': uma área terrestre limitada, com demarcações, onde um jogo acontece com suas determinadas regras. Somos de diferentes 'Quadras'. Todos os países têm fronteiras, tradições, cultura, religiões, leis, educação e um conjunto de regras onde a vida acontece", diz, inicialmente.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | O músico completa: "Nossas personalidades, o que acreditamos, como vivemos, como construímos sociedades e relacionamentos... tudo depende desse conjunto de regras com as quais crescemos. Conceitos de criação, deuses, morte e ética. Somos escravizados pelo conceito do dinheiro. Quem é pobre ou rico, é assim que medimos pessoas e bens. Independentemente de sua 'Quadra', você precisa de dinheiro para sobreviver. É a regra principal do jogo 'vida'".
Por fim, é explicada a relação do conceito com a capa do álbum. "A moeda é forjada com o crânio do senador, que representa o conjunto de leis em que vivemos. O mapa mundial na cabeça representa as fronteiras das nações, com linhas imaginárias separando pessoas por conceitos de raça e do que é sagrado", afirma.

Quatro partes
Também em material de divulgação reproduzido pelo G1, Andreas Kisser explicou que "Quadra" é dividido em quatro partes. Cada "momento" do disco traz uma proposta diferente.
"O álbum foi composto desta forma: dividido em quatro - três faixas para cada lado - como se fosse um disco de vinil duplo com os lados A, B, C e D. O lado A, aberto por Isolation, é mais tradicional, thrash, e representa o discurso do Sepultura, mas sempre com elementos novos. Por isso, Isolation tem essa característica rápida e tradicional. O lado B é mais percussivo, com ritmos brasileiros. O C vai um pouco mais além com o violão, sendo mais instrumental como característica geral. E o D é aquela coisa mais groovada, lenta, com melodia", disse.

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