Blaze Bayley: Vocalista revela os álbuns favoritos de sua carreira
Por Igor Miranda
Fonte: EonMusic
Postado em 31 de março de 2020
O vocalista Blaze Bayley apontou, durante entrevista ao EonMusic, quais os discos favoritos dele nos quais trabalhou ao longo dos anos. O cantor gravou álbuns com Wolfsbane e Iron Maiden, além de registros em carreira solo.
"São muitos álbuns, mas 'All Hell's Breaking Loose Down at Little Kathy Wilson's Place!' (EP do Wolfsbane de 1990), por tudo que cercou: as circunstâncias, gravar no Roundhouse Studios com Brendan O'Brien (produtor) chegando da América... ele realmente produziu o álbum, contribuiu com ideias no processo de composição e estávamos trazendo coisas diferentes", disse Bayley, inicialmente.
Em seguida, o vocalista indicou qual o trabalho solo que ele mais gostou de ter feito. "Acho que 'Blood and Belief' (2004). Muitas músicas tratam dos problemas de saúde mental que tenho. Sofro de depressão, fui medicado por muito tempo, lutei contra pensamentos suicidas, fui ao psicólogo, passei pela terapia cognitivo-comportamental (TCC) e, com ajuda de todas essas pessoas, consegui controlar essas coisas. Não sou mais vítima delas", afirmou.
O cantor apontou, ainda, outros álbuns dos quais se orgulha. "Esse e 'The Man Who Would Not Die' (2008), que é cheio de histórias reais sobre como fui tratado pela gravadora. Perdi tudo por causa da SPV / Steamhammer e foi terrível. São os trabalhos que se destacam para mim emocionalmente, pessoalmente. Porém, minha grande conquista na música é a trilogia 'Infinite Entanglement' (2016, 2017 e 2018)", disse.
Sobre a trilogia "Infinite Entanglement", Blaze Bayley disse: "É uma história sobre começar, mudanças, sobrevivência e redenção. Disse a meu empresário que queria fazer três álbuns em três anos e ele me deu uma olhada! Mas como artista, recebi muito apoio. Foi muito trabalhoso e estávamos esgotados no fim do terceiro álbum, mas quando você os ouve juntos, é incrívl. Consegui o que queria. Tive muita ajuda de várias pessoas e foi a grande conquista da minha carreira - e tudo feito de forma independente".
Entrevista ao Whiplash.Net
Em 2018, Blaze Bayley falou sobre a trilogia "Infinite Entanglement" em entrevista exclusiva ao Whiplash.Net. Na ocasião, ele estava lançando o terceiro e último trabalho da sequência, "The Redemption of William Black (Infinite Entanglement Part III)".
"'Infinite Entanglement' começa com um homem que não sabe se é humano. Sua consciência foi baixada para um corpo de máquina, então, ele acorda dentro dela. Ele se sente humano e pensa como um, mas tem corpo de máquina. Ele precisa decidir se é humano e é aí onde tudo começa. O segundo disco, 'Endure and Survive' é uma jornada de mil anos pelo espaço. Esse homem, William Black, sofre lavagem cerebral e deve matar todos os outros membros de sua raça até chegar ao novo mundo. Na parte três, 'The Redemption of William Black' ele tenta chegar ao novo mundo, mas os novos conquistadores da Terra, com suas naves, querem matar toda a população indígena. Então, William Black precisa decidir se fica com as tribos ou não. A história é semelhante à dos conquistadores de Portugal e Espanha, com a América do Sul sendo o novo mundo", contou o vocalista.
As composições melódicas acompanham o tom de cada momento da história, de acordo com Bayley. "O primeiro disco começa com o ato de deixar sua casa e se despedir de tudo o que você conhece. Há otimismo, porque se busca um novo futuro, mas também há tristeza, por deixar tudo que é familiar para trás. A segunda parte é mais obscura e pesada, porque há morte, assassinato, sangue, ressentimento e vingança. São emoções mais obscuras. A parte três tem um tom melancólico, ao se lembrar do passado, de onde se veio. E descobrir que seu passado não dita o seu futuro, a música reflete esse ponto do otimismo", revelou.
Blaze descreveu o projeto como "um grande desafio", mas revelou que fez uso de aprendizados conquistados nos tempos de Iron Maiden. "Foi um grande desafio, mas, nos meus dias com o Iron Maiden, trabalhando com Steve Harris, aprendi muito. E são esses valores, onde a música está ligada à jornada. A melodia, a vocalização, a letra e a música estão ligadas à jornada. E trabalhar com Steve Harris, no Iron Maiden... ele me ensinou muito sobre isso. É uma grande influência. Há muitos detalhes, então, nós trabalhamos para lapidá-los e garantir que toda música seria o melhor que conseguíssemos fazer. Cada música tem seu propósito", disse.
Leia a entrevista, na íntegra.
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