David Lee Roth: cantor diz que mudança de nome irritou pessoas de extrema-direita

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Por Igor Miranda, Fonte: The New York Times
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O vocalista David Lee Roth falou sobre a mudança de seu nome artístico - que, agora, ele define como uma brincadeira - em entrevista ao The New York Times. O cantor do Van Halen disse que a alteração causou ira em "algumas pessoas de extrema-direita" e declarou que não se encaixa nem na esquerda, nem na direita política.

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No último mês de junho, o vocalista divulgou uma pintura onde se apresenta como David L. Roth ou El Roth. A arte foi inspirada pela crise causada pela pandemia do novo coronavírus e os protestos contra a violência policial diante da comunidade negra, motivados após o assassinato de George Floyd por um policial branco nos Estados Unidos.

Na ocasião, Roth explicou a mudança após influência do grupo country Lady Antebelleum, que se tornou Lady A como forma de reconhecer que "Antebellum" remetia a um passado negativo para a comunidade negra americana. O vocalista não explica a conexão entre o nome "Lee" e o caso da banda country, mas imagina-se que a atitude faça referência ao general Robert E. Lee, comandante do exército da Virgínia do Norte durante a Guerra Civil dos Estados Unidos, do lado dos Estados Confederados, que apoiavam a continuidade da escravidão.

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Agora, ao The New York Times, David Lee Roth diz que a anunciada mudança "tinha uma conotação política pessoal". "Tentei me divertir um pouco às custas dos outros, mesmo respeitando a visão deles. Mas a suposta mudança de nome realmente causou ira, algumas pessoas de extrema-direita postaram: 'cai mais um esquerdista'", disse.

O vocalista se definiu como um "hippie de combate" e destacou que é necessário ter "engrenagens" para defender a ideia de "paz e amor". "Amo os direitos civis. Direitos iguais. Direitos das mulheres. Direitos das crianças. Direitos dos direitos. A lista inteira. Por outro lado, estou preparado para raspar a cabeça, me juntar aos fuzileiros navais e sair para defender esses direitos. Não é exatamente uma declaração de esquerda. Ou não costumava ser quando eu era criança", afirmou.

Em seguida, ele comentou a própria definição de "hippie de combate" com um exemplo de sua própria juventude. "Estudei em escolas que [os estudantes] eram 90% negras e espanholas, raspei a cabeça para defender as cores do regimento. Todo dia, às sete da manhã, a gente marchava para hastear a bandeira. E, à noite, a gente ia para a casa do irmão do Kenny Brower para fumar maconha e ouvir o disco novo do Doors. Hippie de combate!", concluiu.

A entrevista completa, traduzida pelo jornal "O Estado de S. Paulo", pode ser conferida neste link.




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Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital pela Universidade Estácio de Sá. Começou a escrever sobre música em 2007 e, algum tempo depois, foi cofundador do site Van do Halen. Colabora com o Whiplash.Net desde 2010. Atualmente, é editor-chefe da Petaxxon Comunicação, que gerencia o portal Cifras, Ei Nerd e outros. Mantém um site próprio 100% dedicado à música. Nas redes: @igormirandasite no Twitter, Instagram e Facebook.

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