Terror Cult: a fúria que transita entre o thrash e o death
Por Júlio Verdi
Postado em 01 de setembro de 2020
Não é novidade pra ninguém o quão prolífera é a cena do metal extremo brasileiro. No interior do São Paulo essa temática sonora gerou também diversos nomes memoráveis ao longo das décadas. E, de Fernandópolis/SP, há mais de duas décadas, o Terror Cult vem ratificando essa tradição. Com toda dificuldade que uma banda do underground carrega sobre suas costas para tocar a carreira, a banda vem trabalhando forte em novo álbum, cuja previsão é de sair em 2021.
Transitando entre o thrash e o death metal, a banda apresentando um som intenso, agressivo, sem abrir mão de muita técnica, envolvendo essa furiosa massa sonora. Batemos um papo com Junior Moreira (guitarra/vocal), que nos conta sobre o ontem e o hoje da banda.
RR - Conte-nos um pouco da história da banda. Quando se formou e qual a formação atual.
Júnior: Primeiramente, gostaria de agradecer pelo espaço e pelo apoio de sempre. Bom, começamos o TerrorCult em meados de 1997, já com a ideia de trabalhar em composições próprias. Em 2002, lançamos uma demo intitulada "Bonebreaker" que teve uma boa repercussão no underground. Fizemos diversos shows de divulgação pelo interior de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Em 2009, rolou um racha e a banda parou. Retornamos em 2012/2013, não me recordo bem, e seguimos até o momento. Em 2017, lançamos um EP intitulado "Back from the Ashes" que também foi bem recebido pelo público. A formação atual é a seguinte: Juliano (guitarra), João Paulo (bateria), Lucas (baixo) e eu, na guitarra e vocal.
RR - Em 2017, o TerrorCult lançou o EP, "Back from the Ashes", que apesar de curto em termos de e duração trouxe 9 composições e um cover (Sepultura). Como está o trabalho da banda hoje em dia?
Júnior: Pois é, o EP é curtinho, a gente queria gravar poucas músicas e lançar rápido para mostrar essa nova formação para o público, no entanto o lançamento acabou atrasando mais do gostaríamos, mas o importante é que saiu e foi muito bem recebido. Essa música do Sepultura a gente toca há bastante tempo, por isso decidimos gravá-la, além do fato de que essa fase do Sepultura foi uma das nossas influências. Atualmente estamos gravando material novo, será um álbum conceitual, e tratará dos sentimentos humanos. As guitarras já estão gravadas, nas próximas semanas serão iniciadas as gravações da bateria, baixo e vocal. Nossa intenção é lançar o álbum no início de 2021. Em breve soltaremos um lyric video de uma das músicas novas. Aguardem!
RR - Por "Back from the Ashes", percebe-se que a banda produz um som furioso que transita entre o death metal e o thrash, em algumas partes cadenciadas. Tudo feito bastante esmero na técnica. Como você enquadraria o som da banda em termos de estilo?
Júnior: Obrigado pelas palavras! Com relação ao estilo, sempre tentamos compor da forma mais natural possível, por esse motivo, é possível encontrar nas nossas músicas, elementos de Heavy Metal até o Death Metal, passando pelo Grind Core. Mas penso que a melhor forma de rotular o nosso som é Thrash/Death Metal.
RR - O Terror Cult soltou um vídeo para a faixa "The Atheist". Como você sentiu a repercussão?
Júnior: Acho que a repercussão foi legal, tivemos um feedback positivo nas plataformas em que o vídeo foi divulgado (Youtube e Facebook). Penso que esta é uma forma interessante de divulgação, pretendemos fazer de outras músicas também.
RR - Quais as principais influências da banda?
Júnior: Nossas influências são as mais diversas possíveis. Falando por mim, gosto muito de bandas como Death (foi a banda que me fez aprender a tocar guitarra), Kreator, Discharge, Possessed, Ratos de Porão, Dorsal Atlântica, Morbid Angel, Slayer, Sodom, Alice in Chains e por aí vai. A lista é grande!
RR - Como tem sido o ritmo de shows do TC?
Júnior: Sempre fomos uma banda de palco, por isso tentamos manter um ritmo legal de apresentações. Esperamos que essa pandemia passe logo, para que possamos retornar aos palcos com segurança. Mês que vem (setembro) participaremos da edição on-line do "Lulapaloso Fest", vai ser uma experiência interessante, além de nós, participarão várias bandas do Brasil e do exterior. Estamos divulgando as informações nas nossas redes sociais.
RR - A cena do metal extremo do Brasil sempre foi prolífera, mesmo sempre sofrendo com os percalços do underground. Como você analisa esta cena hoje em dia?
Júnior: Realmente o Brasil sempre teve excelentes bandas e atualmente isso não é diferente. Hoje temos a internet, que é uma ferramenta incrível, que ajuda muito na divulgação, facilita os contatos, porém, talvez por conta da própria internet, noto que o público vem diminuindo consideravelmente. A molecada quase não comparece mais nos eventos e percebo que o público não está se renovando.
RR - Como você vê a cena rock/metal de Fernandópolis e região?
Júnior: Nossa região sempre teve uma cena legal, com várias bandas e fanzines (não citarei nomes, pois não conseguirei lembrar de todos e não quero cometer injustiças). Especificamente em Fernandópolis, recentemente tivemos uma casa legal, o "Podrão Underground Bar", e lá rolaram shows memoráveis, inclusive de bandas europeias. Infelizmente, o bar fechou no início desse ano. Outra casa que merece destaque na nossa região é o Two Tone Club (Rio Preto), que sempre abre as portas para as bandas autorais.
RR - Planos para um novo trabalho de estúdio?
Júnior: Como disse anteriormente, estamos gravando nosso álbum novo, e pretendemos lançá-lo no início de 2021!
RR - Fique à vontade pra mandar qualquer mensagem pros nossos leitores.
Júnior: Agradeço mais uma vez pela entrevista, nos vemos pela estrada! Abraço a todos!
FONTE: Ready To Rock
http://readytorockroll.blogspot.com
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