Marenna: Leia entrevista com Rod Marenna
Por Vagner Mastropaulo
Postado em 26 de janeiro de 2021
Press-release - Clique para divulgar gratuitamente sua banda ou projeto.
Em 15/12, o Marenna disponibilizou o clipe de "Getting Higher", faixa de abertura do EP Pieces of Tomorrow, lançado em 07/02/19, e, para repercutir o primeiro mês de views do mais recente vídeo de sua banda, trocamos algumas palavras com Rod Marenna.
Produzido em parceria com a Colateral Filmes e Tecna Centro de Produção Audiovisual, o trabalho segue a abordagem da música, focada em reconstrução e resiliência, ou "sobre determinação, sobre acordar em meio aos escombros, reavaliar toda sua trajetória e tomar uma atitude", como nos confidenciou o vocalista em entrevista sobre a carreira, de modo geral, que pode ser lida aqui.
Esteticamente, a aposta é em requintes de iluminação e cores para ajudar a transmitir a mensagem, navegando por conflitos internos, escolhas e atitudes individuais e valorizando o novo visual, assim como a fase mais madura da banda.
Integram o line-up, Alex Reck (guitarra), seu xará Alex Menezes, o Bife (baixo), Luks Diesel (teclado) e Arthur Schavinski (bateria), além de Rod, que nos deu maiores detalhes acerca do registro em câmera e da produção como um todo num rápido e super descontraído bate-papo:
Vagner Mastropaulo: Rod, o clipe oficial de "Getting Higher" acabou de celebrar um mês de lançamento, dia 15 agora. Como vocês estão? Felizes com o resultado? E como foi a resposta dos fãs nas redes sociais?
Rod Marenna: Sim, estamos felizes, pois conseguimos conectar a mensagem da música com o vídeo e, além disso, nós nos mostramos com esta nova formação ao pessoal que já acompanhava o Marenna e ao público novo. E a resposta tem sido muito positiva, acredito que acertamos em nosso objetivo.
VM: O clipe é repleto de luzes e queria saber como não terminar com dores de cabeça ao fazê-lo. Sofro com isso e estaria perdido se fosse comigo ali na hora. Ainda bem que não estou na banda e nem na equipe que o realizou [risos].
RM: [risos] Na hora, no local, é diferente, pois cada parte da música tem um tipo de luz e tratamento final na edição. Na finalização, a coisa parece realmente ser mais forte e era esse o intuito mesmo: impactar e capturar o telespectador.
VM: O uso de tanta iluminação certamente elevou a temperatura no set, fenômeno físico que chega a ter nome próprio, o Efeito Joule. Com isso, aumentam-se também os níveis de transpiração. Como foi lidar com isso na filmagem?
RM: Tivemos um apoio da produção e fazíamos manutenção no visual a cada take. Além disso, fizemos vários takes individuais, enquanto uns atuavam, outros descansavam, e assim foi do começo ao término da filmagem.
VM: Ah, então, sem querer, você já tirou uma dúvida, pois eu jurava ter visto takes feitos só com Arthur Schavinski na bateria num outro ambiente, quando ele aparecia de costas. Ou foi apenas uma questão de posicionamento diferente de câmera e algum "truque de edição", no bom sentido?
RM: Exato, tínhamos três pontos de filmagem dentro da mesma locação. Quisemos criar o prisma de um túnel de luz à frente da bateria e, numa das salas, foi possível projetar a luz na parede e criar tal efeito.
VM: Nesta mesma angulação, parecia haver um ar condicionado sobre o Arthur, sem contar o esvoaçar dos seus cabelos mesmo, cantando em certos momentos, pelo uso de ventiladores que são visíveis no chão. Tudo isso deve ter dado uma aliviada no calor ali na hora!
RM: Sim, era uma espécie de restaurante industrial, por isso o exaustor [risos]... ventiladores sempre dão um charme a mais neste tipo de atuação e quebram um pouco a barreira de ar quente.
VM: Onde o clipe foi filmado exatamente? Pareceu o interior de um galpão e, na hora do solo de Alex Reck, vocês todos, exceto o Arthur, fizeram um curto take em outra sala, que lembrou um depósito, aliás.
RM: Sim, o clipe foi feito em Viamão, cidade próxima a Porto Alegre, nas dependências do Tecna, uma unidade tecnológica dentro da PUC. Era uma espécie de restaurante e usamos o salão, a cozinha e o depósito.
VM: Curti a sacada do contra-ponto, o "momento da virada", digamos assim, a única parte mais escura na filmagem, logo após o solo de guitarra, em 3’45", com você cantando mais grave e que durou pouco mais de dez segundos, antes do retorno ao refrão em looping até o final.
RM: Ali temos a preparação do desfecho da música, em que temos a luz azul, o "lado bom do indivíduo", em conflito com a luz vermelha, o "lado ruim ou da dúvida". Foi o ponto onde ousamos para que justamente fizesse a quebra necessária para a música voltar com toda a energia.
VM: Gostaria que você dissesse algo sobre a opção pela tecnologia em 4k, recurso que já é uma realidade e parece ser o futuro para filmagens em alta definição.
RM: Quisemos nos aproximar do que há de melhor em vídeo para justamente destacarmos nosso produto para o mercado internacional, nosso foco principal hoje. E fazendo um trabalho de alta qualidade, acredito que nos aproximamos cada vez mais dos materiais atuais produzidos por lá.
VM: Agora, cá entre nós, revele um segredo: a galera estava realmente "tocando certinho" suas respectivas partes nas horas em que a câmera os flagrava? Ou tudo não passou da chamada "vídeo performance", como uma "dublagem musical" feita por sobre o áudio original? E em especial, mesmo sem a microfonagem, o som da bateria ficou alto ali na hora?
RM: O som da bateria vinha com tudo [risos]... faz parte, mas sim, estávamos dublando e tocando o mais precisamente em cima do que foi gravado. Por ser o primeiro vídeo com esta formação, a entrega foi a mais intensa e fiel, tal qual uma performance ao vivo.
VM: Vocês inovaram desta vez ao tornar público, pelo menos no YouTube (não chequei se já haviam feito algo similar nas redes sociais), um descontraído making of. Quem sugeriu? Era algo que os fãs pediam?
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
RM: Foi uma forma de quebrar o gelo com a audiência, haja vista que estamos estreando esta formação. Pensamos em captar alguns momentos, interagir com o pessoal e mostrar um pouco do que estava acontecendo. A idéia surgiu em um dos brainstorms que promovemos entre a gente mesmo. Acho que todos contribuíram para a idéia.
VM: E em contraste ao belo acabamento do clipe, no making of vocês optaram por uma captação mais "rústica", por assim dizer, como se fosse algo mais antigo. Por que essa opção?
RM: O making of foi todo gravado com nossos celulares e foi uma coisa totalmente nossa, no sistema "do it yourself". Para parametrizar as imagens, usamos alguns filtros diferentes, justamente para aproximar as imagens e também para não "entregar" o mesmo clima/filtro do clipe. Por isso lançamos o making of antes do vídeo oficial.
VM: Às vezes as pessoas não se dão conta do trabalhão que dá todo o processo de filmagem. Quanto tempo durou ali na hora? Tem um momento do making of em que vocês aparecem até se alimentando [risos], então deve ter demorado! E quantas vezes a música foi repetida?
RM: Com certeza, não é só o dia da filmagem. Requer ensaios, reuniões, estudo de referências, visitação ao local, estratégias de lançamento, logística... tinha muita gente fazendo a coisa acontecer por lá. Chegamos ao local às 18:00, iniciamos as filmagens às 22:00 e terminamos às 6:00 da manhã do outro dia [risos]... foi cansativo e motivador, pois sabíamos o que buscávamos. E repetimos perto de vinte a vinte e cinco vezes, acredito, se não para mais [risos]...
VM: E o que deu em vocês quando saem cantando "I’ll Be There For You" (Bon Jovi) no making of [risos]? E depois fazem o mesmo com "When It’s Love" (Van Halen). Momentos de descontração?
RM: A gente sempre canta, conversa, fala de clipes, de bandas, tem a hora para tudo, inclusive a da descontração. Mas tem a hora de trabalhar e aí o bicho pega.
VM: O lyric vídeo de "Pieces Of Tomorrow" saiu em 24/01/19 e com o lançamento do clipe de "Getting Higher", do EP, só falta algo para "Break My Heart Again". O que está reservado a ela?
RM: [risos]... boa pergunta. Traremos uma surpresa a seguir, mas, por ora, só posso dizer que está ficando bonito.
VM: Mal podemos esperar! Valeu, Rod!
RM: Muito obrigado! É sempre um prazer falar sobre música e sobre o meu trabalho. Um abraço a todos e fiquem ligados. Muitas novidades a seguir!
Assista ao vídeo oficial de "Getting Higher" e a seu making of em:
Acesse sua plataforma preferida e siga o Marenna em seus canais oficiais.
Agradecimentos a: Isabele Mirada (assessoria de imprensa)
Fonte: Isabele Miranda (IM Press&MKT)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O maior disco do metal para James Hetfield; "Nada se comparava a ele"
A melhor banda ao vivo que Dave Grohl viu na vida; "nunca vi alguém fazer algo sequer próximo"
Para Dave Mustaine, Megadeth começou a desandar após "Countdown to Extinction"
A história da versão de "Pavarotti" para "Roots Bloody Roots", segundo Andreas Kisser
David Lee Roth faz aparição no Coachella e canta "Jump", do Van Halen
A profunda letra do Metallica que Bruce Dickinson pediu para James Hetfield explicar
A música dos Beatles que tem o "melhor riff já escrito", segundo guitarrista do Sting
O hit do Angra que é difícil para o Shamangra cantar: "Nossa, Andre, precisava desse final?"
Evanescence lança música inédita e anuncia novo disco, que será lançado em junho
As únicas três músicas do Sepultura que tocaram na rádio, segundo Andreas Kisser
O país em que Axl Rose queria tocar com o Guns N' Roses após ver Judas Priest brilhar lá
Baterista Eric Morotti deixa o Suffocation e sai disparando contra ex-colegas
Filmagem do Led Zeppelin em 1969 é descoberta em arquivo de universidade
5 bandas dos anos 70 que mereciam ter sido bem maiores, de acordo com a Ultimate Classic Rock
AC/DC nos anos 70 impressionou Joe Perry e Eddie Van Halen: "Destruíam o lugar"
A reação de Ozzy após Steve Vai apontar desafinação no 1° álbum do Black Sabbath
Excessos: como os rockstars gastam os seus milhões
Regis Tadeu "responde" provocações feitas por ex-Engenheiros do Hawaii

Os 5 álbuns que marcaram o vocalista do Marenna, atração do Bangers Open Air 2026
Os fãs mais difíceis de serem conquistados como banda de abertura, segundo Marenna
Hard Rock: 10 Bandas nacionais ativas que todo fã deveria conhecer
