Ozzy Osbourne terá avatar digital que poderá conversar com os fãs
Por Bruce William
Postado em 21 de maio de 2026
Ozzy Osbourne morreu em 2025, mas a família já trabalha para manter sua presença circulando em outro formato. Segundo a Ultimate Classic Rock, Sharon e Jack Osbourne anunciaram, durante a Licensing Expo 2026, em Las Vegas, uma parceria com a empresa Hyperreal para criar um avatar digital interativo do cantor. A ideia é que fãs possam fazer perguntas e receber respostas em uma voz recriada para soar como a dele.
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Jack Osbourne descreveu a tecnologia como algo ao mesmo tempo impressionante e assustador. Segundo ele, Ozzy poderá "existir digitalmente como ele mesmo" enquanto houver computadores. Jack também comentou que o processo hoje permite criar usos comerciais com grande facilidade, como inserir a versão digital do pai em um anúncio a partir de comandos relativamente simples, o que já deixa claro que não se trata apenas de homenagem sentimental, mas também de um novo território para licenciamento e exploração da imagem do artista.
Sharon foi ainda mais clara e objetiva ao explicar o plano. Ela disse que será possível perguntar qualquer coisa a Ozzy, e que ele responderá com a própria voz, com respostas que seriam aquilo que Ozzy teria dito. A intenção, segundo ela, é levar a experiência pelo mundo, permitindo que as pessoas "conversem" com ele. É o tipo de projeto que parece inevitável em 2026, mas ainda provoca aquele desconforto difícil de ignorar.
A Hyperreal não está entrando nesse campo agora. A empresa se apresenta como voltada a entretenimento imersivo com avatares e já trabalhou com tecnologia de rejuvenescimento digital em vídeo de Paul McCartney. Também participou do projeto de avatar interativo de Stan Lee exibido na Los Angeles Comic Con de 2025, uma experiência que permitia aos fãs conversar com uma versão digital do criador de personagens da Marvel.
No caso de Stan Lee, a Reuters registrou que o projeto foi feito com "trilhos" de segurança para impedir que o avatar dissesse coisas fora do perfil público do autor. Mesmo assim, houve críticas de fãs e observadores, com comentários tratando a experiência como algo distópico. Esse ponto provavelmente vai aparecer também com Ozzy, porque a pergunta é inevitável: até onde uma recriação autorizada pela família preserva uma memória, e a partir de onde ela começa a fabricar uma presença que já não pode mais responder por si?
Jack tentou antecipar esse problema ao dizer que não quer transformar Ozzy em algo que ele nunca foi. "Eu não quero fingir que Ozzy Osbourne era esse poeta refinado... Nós sabemos quem ele era", afirmou. Para ele, qualquer uso do nome e da imagem do pai precisa refletir sua personalidade real. A pergunta-guia, segundo Jack, deve ser: "O que Ozzy faria?"
Essa é uma boa preocupação, embora não resolva tudo. Ozzy sempre teve humor, caos, frases atravessadas, vulnerabilidade e uma falta de filtro que fazia parte de seu encanto. Recriar isso digitalmente sem transformar o cantor em boneco promocional será o grande teste. Um avatar polido demais não seria Ozzy. Um avatar "bagunçado" por programação também pode virar caricatura. O fio é bem mais estreito do que parece.
Sharon comparou o desejo da família ao legado de Elvis Presley, lembrando que Elvis morreu há décadas e continua conhecido por gerações que nasceram muito depois dele. A diferença é que, agora, a preservação não depende apenas de discos, vídeos, relançamentos, camisetas e documentários. Depende também de uma espécie de pós-vida tecnológica, em que o artista pode voltar como interface.
Para os fãs, a reação deve ser dividida. Alguns vão querer ouvir aquela voz de novo, mesmo sabendo que se trata de uma construção digital. Outros podem achar que Ozzy já deixou material suficiente para continuar vivo sem precisar responder perguntas depois da morte. De qualquer forma, a família Osbourne parece decidida a levar o projeto adiante. O Príncipe das Trevas já virou reality show, marca, boneco, camiseta, meme e lenda do metal. Agora, entra também na fase do fantasma interativo licenciado.
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