Ele tem até bituca de cigarro; o fã de Iron Maiden tão fanático que apareceu no documentário
Por Bruce William
Postado em 21 de maio de 2026
Tem fã que compra camiseta, guarda ingresso, emoldura palheta e já se considera colecionador. Rasmus Stavnsborg passou um pouco desse ponto. O dinamarquês, morador de Solrød, transformou a própria casa em uma espécie de templo particular do Iron Maiden, com mais de 10 mil itens espalhados por seis cômodos. A coleção inclui discos, pôsteres, máquinas de pinball, bateria, bar caseiro, objetos promocionais e uma quantidade de Eddies suficiente para fazer qualquer visita sair cantarolando "The Number of the Beast".
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A história não começou pequena. Em 2012, a própria Blabbermouth já noticiava que a coleção de Rasmus havia sido certificada pelo Guinness World Records como a maior coleção de memorabilia do Iron Maiden do mundo, quando ele tinha 4.168 itens. Na época, boa parte do material ficava em um bar dedicado à banda no porão de sua casa em Karlslunde. Mais de dez anos depois, a coisa passou de coleção grande para território autônomo dentro da residência.
Segundo a reportagem do jornal dinamarquês Sjaellandske Nyheder, resumida pela Blabbermouth, a coleção cresceu tanto que Rasmus, sua companheira e a filha acabaram mudando para Solrød Strand cerca de 12 anos atrás. O espaço antigo, um porão de 100 metros quadrados, já não comportava tudo. Desde então, o acervo teria saltado de cerca de 5 mil para mais de 10 mil itens, ocupando seis cômodos da casa.
Entre as peças mais estranhas está uma bituca de cigarro fumada por Paul Di'Anno, primeiro vocalista do Iron Maiden, morto em 2024. Rasmus contou que ele e alguns amigos pegaram o cigarro depois de encontrar Di'Anno em um bar. Quando o cantor perguntou o que eles pretendiam fazer com aquilo, a resposta foi digna de fã sem qualquer compromisso com a normalidade: disseram que um dia iriam cloná-lo quando ele morresse. Di'Anno apenas balançou a cabeça e disse que eles eram uns idiotas esquisitos.
Essa talvez seja a melhor explicação possível para o acervo de Rasmus. Não é só comprar coisa e empilhar em uma sala. Ele valoriza as histórias por trás dos objetos, sejam elas pessoais ou ligadas diretamente à banda. "Se eu só quisesse comprar coisas para cobrir o lugar com material do Iron Maiden, seria a coisa mais fácil do mundo. Mas eu gosto que as coisas tenham uma história, seja pessoal ou ligada à banda", disse ele.
A coleção também não fica escondida em caixas. Rasmus gosta da ideia de que tudo seja visto, quase como uma casa-museu viva. Ele comparou sua obsessão à de um caçador: "Um caçador pendura animais mortos nas paredes. Eu penduro coisas do Iron Maiden nas paredes que cacei pelo mundo", o que explica bem o espírito da coisa sem tentar parecer normal. Para colecionador, a busca é metade da graça; a outra metade é olhar para a parede e lembrar como cada peça foi parar ali.
A devoção também se mede em quilômetros. Rasmus diz ter assistido a mais de 300 shows do Iron Maiden desde a primeira vez que viu a banda em Copenhague, em 1988. Em 2006, durante a turnê de "A Matter of Life and Death", recebeu da própria banda um "Super Fan Pass", que permitia acompanhar todos os shows daquela excursão sem pagar ingresso. Para ele, aquilo foi um reconhecimento absurdo vindo do próprio grupo.
O momento é especialmente favorável para esse tipo de história porque o Iron Maiden está em plena celebração de seus 50 anos. O documentário Iron Maiden: Burning Ambition, lançado em 2026, revisita a trajetória da banda com material de arquivo, entrevistas e depoimentos de músicos e fãs. A crítica dinamarquesa da Soundvenue cita Rasmus entre os personagens que aparecem no filme como uma espécie de superfan definitivo, ao lado de figuras como Lars Ulrich e Scott Ian.
Para muita gente de fora, tudo isso pode parecer exagero. Para quem coleciona discos, camisetas, bootlegs, prensagens diferentes e qualquer objeto ligado a uma banda, a lógica é mais compreensível: cada peça vira um pedaço de memória. No caso de Rasmus, o Iron Maiden deixou de ser apenas uma banda favorita e virou uma forma de organizar viagens, família, casa e lembranças. Há quem monte uma sala de estar. Ele montou seis cômodos de Eddie & Maiden.
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