Death: como a banda estaria se Chuck Schuldiner seguisse vivo, segundo baixista
Por Igor Miranda
Fonte: RockOverdose
Postado em 08 de março de 2021
A trágica morte do vocalista e guitarrista Chuck Schuldiner colocou fim à banda que ele liderava, o Death, nome importante do death metal. O músico faleceu em 13 de dezembro de 2001, com apenas 34 anos de idade, devido a complicações de um câncer no cérebro.
Como estaria o Death e a carreira de Chuck Schuldiner se o músico ainda estivesse vivo? Em entrevista ao Rock Overdose, o baixista Steve Di Giorgio, que fez parte da banda em diferentes momentos dos anos 1990, buscou fazer uma reflexão sobre o assunto e obter uma resposta a essa pergunta.
Tasos Deligiannis, um dos entrevistadores, comentou inicialmente que Chuck "obviamente desistiria do Death e gravaria álbuns com o Control Denied", seu projeto paralelo. Porém, na visão do jornalista, todas as bandas de death metal progressivo que surgiram com o passar dos anos, como Necrophagist e Obscura, acabariam tendo contato com os discos da banda original de Schuldiner, o que poderia trazer reconhecimento.
Di Giorgio, então, comentou: "Claro que é difícil de responder a isso, pois estamos especulando, mas baseado em como eu conhecia Chuck e onde ele queria ir com a música dele - e temos uma prova disso de seus últimos dias, onde ele quis mudar tudo e ser diferente do Death -, é fácil dizer que se ele estivesse aqui, faria algo que nenhum de nós poderia explicar o que é, pois seria algo novo da mente de Chuck".
O baixista acredita que o Control Denied teria continuado por um tempo "e talvez de forma constante até os dias de hoje". Outro ponto destacado por ele é que as mudanças de formação no Death poderiam ser ainda mais frequentes.
"Acho que a fama negativa que ele tinha de mudar formações se transformaria em algo que ele abraçaria em velocidade máxima. Acho que ele usaria uma formação diferente para cada música e teria músicos diferentes para ideias distintas, criando algo completamente novo, pois ele era um visionário", declarou.
Embora Chuck Schuldiner seja descrito como um visionário, nem sempre os colegas de banda "fechavam" com as ideias dele. Steve Di Giorgio só teve noção do tamanho do Death anos depois do fim do grupo.
"Quando ele mostrava suas ideias de músicas antes dos discos, algumas pareciam bem bobas. Ouvíamos e pensávamos: 'que seja'. Porém, quando focávamos e colocávamos nossa personalidade e ele nos encorajava, tudo virava o Death icônico que conhecemos. Mesmo no início, as ideias pareciam estranhas. Era claro que ele tinha uma visão. E era difícil um homem jovem notar que algo estava acontecendo, mas agora que estamos mais velhos, podemos olhar e dizer que ele sabia o que estava fazendo", afirmou.
Em seguida, o baixista reforçou que Chuck Schuldiner teria "inventado algo que esteja faltando em nossas vidas". "Algo completamente novo. Não dá para saber, pois ele se foi, mas não acho que seria uma evolução do som do Death ou um quarto ou quinto álbum do Control Denied. Essas coisas também seriam feitas. Mas acho que seria algo totalmente novo, de alguém com visão", comentou.
Di Giorgio destacou, ainda, que nem sempre os músicos visionários não são os melhores em seus instrumentos - ele atribui a técnica a algo "puramente físico". "Veja Kurt Cobain, do Nirvana. Ninguém dizia que ele era um bom músico, mas veja o sucesso da coisa nova que ele trouxe. Na época, as pessoas poderiam achar ruim, mas agora podemos ver que ele sabia o que estava fazendo. Assim é um visionário. Chuck era um bom músico, mas ele sempre estava com músicos melhores, já que ele sabia que sua criatividade vinha de sua mente e tinha confiança de ter pessoas mais técnicas ao lado dele para construir sua ideia", concluiu.
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