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Dream Theater 2022

Far Beyond Empire: reflexões políticas aliadas ao death metal com melodia e groove

Por Emanuel Seagal
Em 18/04/21

A banda carioca FAR BEYOND EMPIRE lançou ao longo desse ano três singles, "Who Watches The Watchers", "Scarecrow", e "The Betrayer". Na última sexta-feira, 16 de abril, o seu aguardado álbum, "Sleepwalking Society" foi lançado e se encontra disponível nas principais plataformas digitais.

Em seu disco de estreia o quarteto formado por Hugo Purcino (vocais), Marcelo Fishy (guitarra), André de Lemos (baixo) e Raul Fontenelle (bateria) tem a proposta de apresentar um álbum sombrio, abordando temas psicológicos, políticos, e em especial a cegueira das sociedades contemporâneas e sua falta de consciência aos perigos dos comprometimentos éticos de nossos tempos. O disco contou ainda com a participação especial do vocalista norte americano Sean Zatorsky (Dååth, Sinsaenum, Nekrotik Flesh, ex-Chimaira).

Questionados sobre os temas abordados no disco, em especial a parte política, a banda contou: "A banda possui o entendimento de que política atravessa todas as dimensões da vida em sociedade. Inclusive, a sua pergunta sobre política é uma pergunta política. Dessa forma, não compartilhamos de uma ideia falaciosa, infelizmente em voga nos últimos anos, de que "política" se resumiria à "política partidária" ou mesmo ao exercício de uma mandato em cargo eletivo (políticos profissionais). Somos críticos a essa ideia moralista e irresponsável de política como algo sujo que deve ser evitado. Até porque essa ideia é (e deve ser pensada como) uma ideia política. Apesar de ingênua e até rasa - um dispositivo retórico do vocabulário neoliberal - é uma visão política (e de viés autoritário). Assim, política tem relação com várias coisas, preferências político-ideológicas e eleições também, mas não apenas, como você pode ver. Se política for compreendida nesses termos, sim. Pode-se dizer que somos uma banda que se posiciona politicamente em suas letras.
"Assim, nossas letras podem ser lidas politicamente, claro. Nós fazemos proselitismo político? Não. Somos "isentões"? Também não. Os integrantes da Far Beyond Empire possuem diferentes formações, idades e ideias, mas todos concordamos que a banda é uma banda progressista, contrária a todo tipo de deseducação política, negacionismo, populismo, obscurantismo, autoritarismo e formas de opressão (raça, gênero, classe, religião etc.). Nossas letras manifestam o tipo de crítica social em que acreditamos. Manifestam o compromisso ético (e político) da banda com a vida humana, a tolerância, a solidariedade e a justiça social."

O grupo deu alguns exemplos específicos nas faixas do álbum: "Músicas como 'Capital' e 'Freedom'. A primeira fala sobre a exploração capitalista de um patrão sobre seu empregado. Contém uma letra cujo enredo foi escrito no tropo da ironia. Ou seja, há duas vozes em jogo ali. A partir da "voz do patrão" (em primeiro plano) tem-se um exemplo do tipo de desprezo e desumanização que queremos criticar (em segundo plano). Trata-se de uma alegoria para denunciar as hipocrisias e quimeras do mundo empresarial e corporativo que parece ter tomado conta do mundo e das nossas vidas para além do mundo do trabalho. Na música "Freedom", por outro lado, temos uma letra que versa sobre o direito de ser quem você é (desde que isso não sirva de pretexto para ferir ou agredir outrem). Lutar contra as opressões de posturas normativas: sejam políticas, comportamentais, de classe, religiosas, sexuais, enfim, contra todo tipo de moralismos e violências."

"Sleepwalking Society" tem as seguintes faixas e pode ser ouvido abaixo.

1. Scarecrow
2. Dying Sun
3. Capital
4. Who Watches The Watchers
5. Blindfolded
6. Inner Advice
7. Resilient
8. The Betrayer
9. Finding Sins
10. Freedom

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Sobre Emanuel Seagal

Descobriu o metal com Iron Maiden e Black Sabbath até chegar ao metal extremo e se apaixonar pelo doom metal. Considera Empyrium e X Japan as melhores bandas do mundo, Foi um dos coordenadores do finado SkyHell Webzine, escreveu para outros veículos no Brasil e exterior, e sempre esteve envolvido com metal, seja com eventos, bandas, gravadoras ou imprensa. Escreve para o Whiplash! desde 2005 mas ainda não entendeu a birra dos leitores com as notícias do Metallica. @emanuel_seagal no Instagram.

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