Roger Waters: aos 77 anos, músico diz que sua próxima turnê pode ser a última
Por Igor Miranda
Postado em 10 de abril de 2021
O músico Roger Waters confirmou o adiamento de sua próxima turnê, "This is Not a Drill", para 2022. No entanto, o que chamou atenção dos fãs é que ele disse que a tour pode ser sua última.
Em comunicado oficial enviado a veículos do exterior, divulgado pela Spin, Waters afirmou que "This is Not a Drill" pode ser seu "último grito" ou sua "primeira turnê de despedida", em uma divertida alusão aos artistas que anunciam suas tours finais, mas acabam não se aposentando. No caso do ex-Pink Floyd, o "adeus" pode ser real, já que ele está com 77 anos de idade.
"'This is Not a Drill' é uma nova e inovadora extravagância rock and roll / cinemática. É uma acusação impressionante à distopia corporativa à qual lutamos para sobreviver e um chamado para a ação de amar, proteger e compartilhar nosso precioso e precário planeta Terra", disse Roger, inicialmente, em seu texto.
O músico completou: "O show inclui uma dúzia de grandes músicas da fase de ouro do Pink Floyd, além de várias novas, letras e músicas, mesmo compositor, mesmo coração, mesma alma, mesmo homem. Pode ser meu último grito. Uau! Minha primeira turnê de despedida! Não perca. Com amor, R".
Roger Waters também gravou um vídeo para falar sobre a turnê. Ele declarou: "Estamos parados diante do precipício e só precisamos de um pequeno empurrão para nos tornarmos passado. Isso não é um teste ('This is not a drill'), isso sou eu gritando do meu telhado. E esperando que todos gritem comigo de seus telhados e comecemos a agir como um só para dar fim a essa loucura".
Ainda em janeiro de 2020, o ex-integrante do Pink Floyd havia confirmado a turnê "This Is Not A Drill". A expressão que dá nome à tour teria uma tradução próxima a "Isso não é um teste", sendo usada quando alguém quer mostrar que há perigo em uma área específica - algo como um alerta sobre um incêndio.
Seriam 31 shows nos Estados Unidos, durante o segundo semestre de 2020 - período anterior à eleição para presidente dos Estados Unidos. O artista buscava fazer uma clara campanha contra Donald Trump, que assumia o cargo naquele momento e acabou não sendo reeleito, dando lugar a Joe Biden.
Em entrevista à "Rolling Stone", Roger Waters havia dito que a nova turnê terá abrangência política ainda mais forte do que a sua anterior, "Us + Them". O giro anterior passou pelo Brasil e gerou polêmica - logo no primeiro show, em São Paulo, o músico expôs a hashtag "#EleNão" em seu telão e incluiu o nome do então presidente Jair Bolsonaro em uma lista de políticos "neofascistas". Parte da plateia vaiou Waters, que substituiu o nome de Bolsonaro por "ponto de vista censurado" nas datas seguintes.
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