Helloween: como formação clássica afundou após Kai Hansen sair, segundo Michael Kiske
Por Igor Miranda
Postado em 30 de agosto de 2021
O Helloween caminhava, na segunda metade da década de 80, para se tornar uma das grandes bandas do heavy metal como um todo. Contudo, em 1989, o grupo sofreu uma baixa importante: o guitarrista Kai Hansen, um dos membros fundadores, deixou a formação em meio a problemas internos.
Não há como negar que, a partir daí, o Helloween entrou em declínio. Com Roland Grapow na vaga de Hansen, a banda produziu os álbuns "Pink Bubbles Go Ape" (1991) e "Chameleon" (1993), que foram bastante criticados e não repetiram o sucesso dos antecessores, as duas partes de "Keeper of the Seven Keys" (1987 e 1988).
O vocalista Michael Kiske e o saudoso baterista Ingo Schwichtenberg acabaram saindo do grupo ainda em 1993. Foram substituídos por Andi Deris e Uli Kusch, respectivamente - e somente após a chegada dos dois novos integrantes, a banda voltou a fazer sucesso, com álbuns como "Master of the Rings" (1994) e "The Time of the Oath" (1996).
Kiske e Hansen estão de volta ao Helloween e, hoje, enxergam os problemas passados com maturidade. Em entrevista à Metal Hammer, Michael, especificamente, buscou explicar como a banda se deteriorou em definitivo com a saída de Kai.
O assunto foi abordado após Andi Deris, que também participava da entrevista e compartilha o microfone principal da banda com o colega, comentar: "Felizmente, Michael Weikath (guitarrista) sempre curtiu minhas músicas, então eu tive moral desde o início. 'Master of the Rings' poderia não ter feito sucesso, eu poderia estar errado com relação às músicas que eu trouxe, mas, felizmente, as pessoas ficaram felizes com a banda voltar a fazer metal - e nada mais importava".
Em seguida, Michael Kiske disse que a decisão do Helloween em voltar a tocar metal com a chegada de Andi Deris foi uma "decisão acertada naquela época". Foi aí que ele refletiu a respeito da saída de Kai Hansen, ainda em 1989.
"Honestamente, acho que você (Andi) salvou a banda, pois não estávamos funcionando mais após a saída de Kai. Não tanto pelo fato de Kai não estar na banda, mas porque a química, todo o equilíbrio da banda, funcionava com Kai ali", afirmou.
Justamente por essa razão, Kiske acredita que sua saída do Helloween também era necessária. "Quando você entrou, você era exatamente o que a banda precisava", disse ele a Deris. "Você tinha foco, tinha músicas, não estava para brincadeira", completou.
Por fim, uma confissão por parte de Michael: "Eu me neguei por anos a ouvir qualquer coisa de vocês, mas quando ouvi 'Master of the Rings', entendi o porquê do sucesso. Acho que o grande segredo do porquê do Helloween ainda estar aí hoje é a banda ter criado um som diferente, mas que ainda soava como Helloween - de uma nova maneira".
Em entrevista a IgorMiranda.com.br no YouTube, Andi Deris trouxe uma reflexão particular sobre sua relação com Michael Kiske. O vídeo, legendado, pode ser conferido abaixo.
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