Black Sabbath: Sharon Osbourne sabotava shows da era Tony Martin? Neil Murray comenta
Por Igor Miranda
Postado em 02 de setembro de 2021
Quando se fala em baixista do Black Sabbath, não dá para pensar em outro nome que não seja Geezer Butler, integrante da banda em maior parte de sua existência. Porém, entre os anos de 1989 e 1990 e de 1994 até 1997, o instrumento ficou a cargo de Neil Murray, músico que já tocou com Whitesnake, Brian May, Gary Moore, Michael Schenker, entre outros.
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Em entrevista à Rolling Stone, Murray se recordou de seu período como parte do Black Sabbath. O baixista reconheceu que sua fase com a banda é um tanto obscura - chegou a um ponto em que, segundo ele, os fãs nem sabiam quem estavam na formação.
Por outro lado, ele resgatou um boato de que Sharon Osbourne, empresária e esposa de Ozzy Osbourne, então ex-vocalista do Black Sabbath, estava boicotando os shows da banda. Neil não afirmou com toda a certeza que Sharon realmente fazia algo contra o grupo, mas deixou no ar a possibilidade ao relembrar do rumor.
O assunto veio à tona após o entrevistador perguntar: "Li histórias sobre uma turnê que você fez com eles e são histórias que quase soam como Spinal Tap. Shows foram cancelados, vi um relato de que o telhado começou a desabar durante um dos shows. Alguma vez foi como Spinal Tap?".
O baixista, então, respondeu: "Nem tanto. As pessoas gostam de criar histórias a partir desse lado. Mas tivemos que cancelar alguns shows nos Estados Unidos em 1989".
Em seguida, o boato envolvendo Sharon Osbourne foi abordado. "Em nosso campo, havia muita conversa de que Sharon Osbourne estava por trás de sabotar a divulgação de nossos shows. Ouvi falar que ela contratou gente para colocar adesivos de 'cancelado' em pôsters de shows do Black Sabbath quando, na verdade, não estava cancelado. Era esse tipo de coisa", afirmou.
Quanto ao teto desabando, Neil Murray disse que não se lembra de nenhuma história que chegue a esse ponto. "Acho que algumas telhas podem ter caído em algum lugar, sem causar danos, só um pouco de poeira caindo sobre as pessoas. Isso era causado pela pirotecnia de Cozy (Powell, baterista), ou possivelmente meu sub-baixo extremamente alto durante meu solo de baixo. Não lembro", disse.
Por fim, ele comentou: "Se as pessoas são fãs do Sabbath original, essa é a única divindade para elas. Qualquer outra coisa para elas deve ser m*rda".
Aceitação a Tony Martin
Em outro momento, Neil Murray refletiu sobre a aceitação de Tony Martin enquanto vocalista do Black Sabbath. O cantor fez parte da banda entre 1987 e 1991 e de 1993 a 1997, gravando cinco álbuns de estúdio com eles.
"Na turnê que eu entrei para a banda, em 1989, muitos shows tiveram de ser cancelados (nos Estados Unidos). Parte disso porque a gravadora não fazia grande divulgação. O Sabbath não era conhecido na época, as pessoas não sabiam quem estava na banda, devido às várias mudanças na formação. [...] Mas em outros territórios, especialmente Alemanha, aceitaram muito bem a banda com Tony Martin", declarou.
O baixista entende que Tony Martin é um vocalista "tecnicamente muito melhor" que Ozzy Osbourne, mas "não tem a personalidade de Ozzy enquanto cantor ou no palco". "O que você faz? Não há muitos vocalistas que conseguem cantar as músicas de Dio, pois ele tinha uma voz incrível. Idealmente, você escolhe um britânico. Tony Martin era de Birmingham. Tony Iommi (guitarrista), provavelmente, escolheu o caminho mais fácil e pegou caras com quem já havia trabalhado. No meio dos anos 1990, Cozy, Tony Martin e eu voltamos, quando talvez não devesse. Não resultou em muito sucesso", destacou.
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