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Rick Bonadio: o que ele pensa sobre cancelamento causado por criticar funk no Grammy

Por Igor Miranda
Postado em 05 de dezembro de 2021

No início deste ano, o produtor musical Rick Bonadio (Charlie Brown Jr, Mamonas Assassinas, Los Hermanos, Titãs, NX Zero, etc) polemizou ao fazer uma crítica ao funk brasileiro. O comentário havia sido feito após as rappers Cardi B e Megan Thee Stallion tocarem uma versão funk da música "WAP", feita pelo DJ carioca Pedro Sampaio, no Grammy 2021.

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"Já exportamos Bossa Nova, já exportamos Samba Rock, Jobim, Ben Jor. Até Roberto Carlos. Mas o barulho que fazem por causa de 15 segundos de Funk na apresentação da Cardi B me deixa com vergonha. Precisamos exportar música boa e não esse 'fica de quatro'", afirmou Bonadio, na ocasião, em publicação já removida do Twitter.

Rick foi bastante criticado e acabou se retratando. "Não dá pra aceitar que sempre a mesma batida com letras de putaria seja algo necessário ou a 'cultura do país'. De qualquer forma eu respeito todos do funk por suas batalhas e vitórias. Desculpem se ofendi, nunca é minha intenção. O que eu espero é que ao fazer sucesso, o funkeiro busque melhorar, estudar música, letra e crescer musicalmente para então tornar o gênero crossover definitivamente, mas com qualidade", afirmou.

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Mas quase um ano após a polêmica, o que o produtor pensa sobre o caso? Qual a reflexão que ele tirou sobre tudo isso?

"Eu errei

Em entrevista ao Venus Podcast, com transcrição do Whiplash.Net, Rick Bonadio reconheceu seu erro ao fazer a polêmica postagem no Twitter. "Falei de uma maneira onde eu errei. Falei uma coisa pensando outra. E quando você escreve no Twitter, você escreve pouco, para ser rápido. E eu escrevi muito rapidamente, não tomei o devido cuidado. [...] Depois pedi desculpas, pois não queria falar mal com o funk", disse.

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O incômodo do produto era, segundo ele, "com a galera comemorar uma coisa que não era tão incrível". "Hoje na música há muitas coisas que não são incríveis, mas são comemoradas como muito boas. Isso é ruim para a qualidade. Se você não quer que essas pessoas se desenvolvam, você as elogia quando elas são ruins", declarou.

Ele garantiu que elogiaria "se tivesse um artista brasileiro cantando funk e se apresentando no Grammy". "Mas eram alguns segundos de uma referência no meio de uma música de outra pessoa. Então, tentei falar contra essa alienação de 'vamos comemorar tudo'. Não acho positivo. Mas falei de um jeito que criou uma margem", afirmou.

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Anitta, uma das grandes representantes do funk no Brasil, chegou a rebater Rick Bonadio na época. Porém, o produtor disse que não deu moral. "A Anitta falou um negócio e eu falei: 'mano, não quero falar com você, menina; você é artista da música, eu sou produtor; a gente não conversa'. Ficou pior", declarou.

Questões sociais

Outro ponto abordado por Rick Bonadio durante a entrevista é que muitas críticas recebidas por sua declaração envolveram questões sociais. Para uma parcela dos internautas, artistas criam músicas de funk porque não tiveram acesso a estudo musical - algo que ele discorda.

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"Veio uma história do tipo: coisas sociais envolvidas para justificar a qualidade da música. 'Ah, mas o cara faz funk porque ele veio da favela'. Nada a ver. Tem muita gente da favela que toca pra caramba. Do mesmo jeito que há funks legais, que eu gosto. Já produzi funk, fiz o disco de 25 anos do Mr. Catra. Era amigo e fã. Nada a ver. Mas eu me expressei mal e é a coisa do hoje em dia: vale mais o Fla-Flu do que entender", disse.

Por fim, ele reforçou seu erro. "Não posso tirar minha culpa, porque escrevi de um jeito errado. Depois li com calma e pensei: está errado. Mas escrevi outras postagens explicando e aí já era".

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O trecho completo da declaração de Rick Bonadio sobre o assunto pode ser conferido no player de vídeo a seguir.

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Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital pela Universidade Estácio de Sá. Começou a escrever sobre música em 2007 e, algum tempo depois, foi cofundador do site Van do Halen. Colabora com o Whiplash.Net desde 2010. Atualmente, é editor-chefe da Petaxxon Comunicação, que gerencia o portal Cifras, Ei Nerd e outros. Mantém um site próprio 100% dedicado à música. Nas redes: @igormirandasite no Twitter, Instagram e Facebook.
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