David Ellefson: depois da polêmica ele ficou rígido ao separar pessoal e profissional
Por Emanuel Seagal
Postado em 05 de dezembro de 2021
O Senhor Lorde Barão David Ellefson, ex-baixista do Megadeth, participou do podcast All Access Live! With Kevin Rankin, onde falou sobre as dificuldades de lidar com as diferenças entre sua vida pessoal e profissional, após a polêmica envolvendo os vazamentos de vídeos íntimos dele com uma fã, que resultaram em sua demissão do Megadeth.
"Acho que o principal é que há uma vida profissional e há uma vida pessoal [...] No rock n' roll, especialmente no Megadeth, sempre fomos muito transparentes sobre as coisas e falamos muito abertamente sobre... e talvez seja um erro, até certo ponto, e falo por mim, sabe, deixar as pessoas saberem quem você é em um nível pessoal. Porque isso realmente se traduz para a música, e essa é a conexão. Isso não se trata apenas de ser... e acho que nosso gênero preparou o terreno para isso, e provavelmente o movimento de Seattle que veio depois de nós certamente o levou para o próximo nível, é a capacidade de se relacionar com sua música e suas letras e seus títulos e as coisas que você está cantando são aquilo em que seus fãs realmente se interessam. E não é como se tivesse acontecido apenas em uma geração, isso aconteceu de novo e de novo e de novo, quatro décadas depois. É algo que tem um grande poder, quando você é honesto sobre isso. Mas eu acho que há essa tendência... quando você dá um pouco, todo mundo quer mais. As mídias sociais e todas essas coisas em que, de repente, todos estão compartilhando o que comeram no jantar e o que comeram no Starbucks. Acho que a mística se foi", comentou.
Ele acrescentou: "Os fãs ainda gostam de suas estrelas do rock, cara. Os rock stars são pessoas que não são pessoas, eles são super-humanos e vivem acima da mortalidade humana. Eu acho que quando de repente as estrelas do rock se tornam comuns, elas não são mais extraordinárias . Acho que isso é muito importante. Eu tento ter uma vida profissional e uma vida pessoal, e essas linhas podem ficar um pouco confusas. É tipo, você não é bem-vindo à minha casa e não vais entrar, e você não vai jantar com minha família. Há um limite sobre isso."
"Se você é apenas acessível, e nem digo acessível, eu sempre fui acessível, eu acho, e acho que é uma boa qualidade. Eu sou a pessoa para desescalar as coisas e ser acessível, e gostaria de pensar que é uma característica boa. Acho que é isso que sempre funcionou bem no ambiente do Megadeth, é um componente disso, acho que funcionou muito bem lá. Mas, ao mesmo tempo, você não precisa estar sempre tão disponível, porque ninguém está. Quem está? Quer dizer, o presidente não está. Steve Jobs não estava (risos). Sabe, estamos fazendo outras coisas. Esses momentos como este em que é eu e você conversando, não é apenas você e eu conversando; o mundo está ouvindo e estamos passando um tempo com todo mundo, e há esses momentos para fazer isso e estar disponível, acessível e para ficar com a galera, e meio que convidar as pessoas para virem. Quero dizer, olhe, estou sentado na minha casa. Este é provavelmente o mais perto que você vai chegar da minha casa é bem aqui. Mas isso é a sala profissional, logo ali é a sala da família, e tem uma porta, entende, e a porta simbolicamente e até na realidade separa a vida profissional da vida familiar, e provavelmente estou muito mais ciente disso agora. Isso é algo que estou muito mais rígido a respeito agora", concluiu.
O bate-papo completo, em inglês, pode ser visto no player a seguir.
O The Lucid, novo projeto do baixista David Ellefson (ex-Megadeth), que conta também com o vocalista Vinnie Dombroski (Sponge), o guitarrista Drew Fortier e o baterista Mike Heller (Fear Factory), lançou seu primeiro álbum, autointitulado, na sexta-feira, 15 de outubro. Confira o disco no player abaixo.
Megadeth: Os vídeos vazados de David Ellefson
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