Dinho Ouro Preto: "A festa rockonha, citada em 'Faroeste Caboclo', realmente existiu"
Por Gustavo Maiato
Postado em 28 de fevereiro de 2022
Uma das canções mais famosas da Legião Urbana é o épico "Faroeste Caboclo", que saiu no álbum "Que País É Este" (1987). Em um de seus vários versos, a letra da música faz referência a uma festa chamada "rockonha": "Jeremias, maconheiro sem-vergonha / Organizou a Rockonha e fez todo mundo dançar - Desvirginava mocinhas inocentes / Se dizia que era crente, mas não sabia rezar".
Legião Urbana - Mais Novidades
Em entrevista ao canal Corredor 5, o vocalista Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, disse que essa festa realmente existiu e acabou em polícia quando descobriram que havia drogas no local. Vale lembrar que o país estava vivendo um período de transição entre o Regime Militar e a redemocratização.
"O Brasil estava voltando para a democracia. Achávamos que estávamos contribuindo de alguma forma para o fim do Regime Militar. Se virasse essa página, achávamos que nos tornaríamos democráticos e justos. Uma vez, teve a famosa festa da rockonha, onde todo mundo foi preso. É o que o Renato Russo fala em ‘Faroeste Caboclo’. Era uma festa que ia rolar, mas um idiota fez os convites com seda. Aí a polícia foi e prendeu todo mundo. Isso era na ditadura", disse.
De acordo com Dinho Ouro Preto, outro resquício da ditadura militar aconteceu com o próprio Capital Inicial, que teve que se virar para não receber uma censura no seu disco de estreia, que leva o nome da banda e foi lançado em 1986.
"Nessa época, você tinha que pedir permissão para a censura para fazer shows. Você tinha que mandar o repertório a ser tocado e era aprovado ou não. O nosso primeiro disco foi censurado por causa de ‘Veraneio Vascaína’. Os advogados da gravadora entraram e no final das contas ficou acertado que o disco viria lacrado com uma tarja escrito: ‘Proibido para menores de 18 anos’. Isso foi uma maravilha, usamos como marketing", lembrou.
Por fim, Dinho comparou como era a perseguição militar em sua época e na geração anterior. Segundo ele, quando iniciou no mundo da música as coisas já estavam mais fáceis do que antes.
"Ninguém foi torturado nem exilado. Não sofremos como a geração anterior. O Regime estava caindo aos pedaços já. Ninguém vinha bater na nossa porta. O Capital Inicial começou em 1982. Sentíamos uma necessidade de criar. Todos na nossa turma eram compelidos a se expressar. Achávamos que poderíamos criar nossa sociedade paralela. Tudo era separado", concluiu.
Confira a entrevista completa abaixo.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O membro dos Titãs que foi convidado para entrar no Angra três vezes e recusou todas
Tony Iommi posta foto que inspirou capa de "Heaven and Hell", clássico do Black Sabbath
As duas músicas do Iron Maiden na fase Bruce que ganharam versões oficiais com Blaze
A atitude que Max Cavalera acha que deveria ter tomado ao invés de deixar o Sepultura
Crypta oficializa Victória Villarreal como a nova integrante efetiva
O baixista mais importante que Geddy Lee ouviu na vida; "me levou ao limite como baixista"
O artefato antigo que voltou à moda, enfrenta a IA e convenceu Andreas a lançar um disco
Fãs chamaram Sepultura de "vendidos" na época de "Morbid Visions", segundo Max Cavalera
O que fez o Rage cancelar a turnê no Brasil? Banda enfim explica todos os detalhes
Cachorro Grande retorna e anuncia novo álbum após hiato
Entidade de caridade britânica rompe relações com Sharon Osbourne
Festival Somos Rock é adiado uma semana antes da realização
Andria Busic lança primeiro álbum solo "Life As It Is" pela Dynamo Records
Astros do rock e do metal unem forças em álbum tributo ao Rainbow

Quando Renato Russo preferiu ficar em casa com o namorado a gravar com os Paralamas
Marcelo Bonfá lembra de quando levou baterista do U2 para dançar forró
Marcelo Bonfá explica fim de projeto com Dado Villa-Lobos
As 35 melhores bandas brasileiras de rock de todos os tempos, segundo a Ultimate Guitar
O hit da Legião Urbana que Nando Reis queria ter escrito: "Cara, como nunca dei bola?"
Os detalhes do único encontro de Raul Seixas com Legião Urbana, segundo Marcelo Bonfá
Regis Tadeu elogia habilidades de Cazuza e Renato Russo e detona música popular atual


