Jean Michel: Conheça o brasileiro por trás de capas famosas do metal mundial
Por Gustavo Maiato
Postado em 13 de março de 2022
Foram 17 anos até o designer gráfico, ilustrador e artista digital Jean Michel obter alcance mundial, desde que criou as primeiras artes de capas para bandas de garagem de sua cidade natal, Curitiba (PR). Com seu trabalho que explora experimentalismo, surrealismo e doses de grotesco, chamou atenção de grandes nomes mundo afora e, atualmente, o artista brasileiro vem conquistando notoriedade na indústria da música.
Entre os diversos trabalhos do artista, que incluem artes de capas de álbuns e todo projeto gráfico, estão nomes como: Metal Church, Todd La Torre (Queensryche), John Corabi (ex-Mötley Crüe, The Dead Daisies, Union, ESP, Ratt, The Scream e outros), Lynch Mob, Vixen, Michael Sweet (Stryper), George Lynch (Dokken, Lynch Mob), Todd Michael Hall (Riot V), Michael Angelo Batio, KXM (supergrupo de músicos do Lynch Mob, King's X e Korn), Projected (supergrupo de músicos do Alter Bridge, Sevendust, Tremonti e Creed), Bob Marley, Roxanne, Beasto Blanco, Ty Tabor (King's X), dUg Pinnick (King's X), Keep of Kalessin e Radioactive.
Antes de iniciar um processo criativo, o artista revela contar com diversas inspirações, como pôsteres antigos, cinema, séries, quadrinhos, livros e games. "Isso ocorre até quando estou na rua passeando ou no shopping, olhando tipografias, artes e situações diversas. Quando um cliente entra em contato, esta bagagem de inspiração me ajuda na abordagem e também para trabalhar da melhor maneira possível na característica de cada projeto", explica.
Jean Michel conta que seu estilo vem sendo construído desde a sua infância, pois sempre teve gosto pela arte. "Amava desenhar os meus quadrinhos preferidos da Marvel e DC Comics. Na fase adulta, admirador da escola surrealista que tem como principal nome Salvador Dalí, gostava de apreciar as artes que possuem um escapismo. Aliei isto com o estilo e escola Grotesco, que evoluiu ao longo do tempo para se tornar um movimento e categoria estética, expressando artes com toques Bizarro e Fantástico, que tem como objetivo conteúdos satíricos, o qual o rock empresta bastante deste movimento para se expressar visualmente", detalha. "Fazendo uma mistura de inspirações destas escolas, além da ficção científica, comecei a moldar a minha criatividade, aliando técnicas desde estilo Comics, ilustrações tradicionais, foto colagem e até 3D para criar peças únicas que chamo de um Surreal com toques de Grotesco, às vezes sobressaindo mais um ou outro", conclui.
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