Rush: Geddy Lee comenta faixa a faixa o clássico álbum "2112", de 1976
Por André Garcia
Postado em 31 de maio de 2022
Notícias de Rock e Heavy Metal no WhatsApp
O Rush surgiu com seu álbum de estreia, autointitulado, lançado em 1974. No ano seguinte, com Neil Peart assumindo a bateria (e as letras), a banda mergulhou no rock progressivo com "Caress of Steel". No entanto, o álbum não foi bem recebido e, por ter fracassado em vendas, quase acabou com a banda.
Foi apenas em 1976, com o lançamento de "2112", que o trio encontrou o reconhecimento e o sucesso comercial. Até hoje, é considerado por muitos fãs o trabalho que melhor representa a carreira do grupo.
Em entrevista para a Music Radar em 2016, para comemorar 40 anos de seu lançamento, o baixista Geddy Lee deu uma entrevista onde comentou o álbum faixa a faixa. Ele começou comentando a faixa-título, que ocupa todo o primeiro lado do LP, é dividida em várias partes e conta uma história distópica de ficção científica. Sobre as demais músicas, ele comentou:
2. A Passage To Bangkok
Essa é basicamente uma música sobre fumar maconha! É catálogo de viagem com os lugares que cultivam as melhores ervas. É tipo um alívio cômico, de certa forma. Todo tipo de lugar é mencionado, partindo de Bogotá, na Colômbia, até Bangkok, Tailândia. Se já ganhou algum concurso? Eu não sei… mas naquela época o bagulho da Tailândia era bem popular [risos]!
3. The Twilight Zone
Nós escrevemos "The Twilight Zone" espontaneamente no estúdio pensando: 'Vamos colocar mais uma música no álbum!' Nós escrevemos ela porque éramos grandes fãs do programa de TV nos anos 60 — [cada episódio] sempre tinha circunstâncias bizarras e uma moral da história. 'Tenha cuidado com o que deseja', esse tipo de coisa. Então ela foi um tributo àquilo, e à criatividade da pessoa que escrevia aquele programa.
4. Lessons
Embora Neil escrevesse a maioria de nossas letras, eu e Alex [Lifeson] escrevemos a letra de uma única música de '2112'. 'Lessons' foi a única que eu e Alex compusemos toda a música a letra, o que era bem incomum para nós. Ela é um rock acústico/elétrico bem direto. Eu considero que o dever de um artista é absorver o máximo que puder das mais diversas fontes, e usar conforme sua intuição. É assim que se faz sua própria arte: sua intuição multiplicada por uma centena de influências.
5. Tears
Essa música marcou a primeira vez que usamos um mellotron. O responsável pela capa de todos os nossos discos se chama Hugh Syme, e é ele tocando mellotron aqui. "Tears" é uma balada romântica [feita] para dar ao álbum ainda mais variedade e profundidade. Mellotrons possuem uma sonoridade muito peculiar — eles soam meio eletrônico e, ao mesmo tempo, como cordas. Eles têm um som "resinado", que era bem legal e novo na época.
6. Something For Nothing
Esse foi nosso rock direto e reto, e é uma música sobre livre-arbítrio e tomada de decisões. Então, suponho que seja diferente do resto do lado 2 porque é uma música que combina com o primeiro lado. Combina muito mesmo, na verdade. Como era a última música do álbum, quisemos fazer aquilo. Conceitos assim são meio que ilimitados. Não há realmente pontos de referência, você pode fazer o que você quiser e do seu jeito. Não é realidade… porque a fantasia é o que quer que você queira fazer dela. É por isso que ela é tão útil como um veículo para se contar histórias, trilha sonora para qualquer coisa maluca que você inventar!
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Edu Falaschi pede desculpa a Rafael Bittencourt por conflito no Angra e ouve: "Eu amo você"
A banda chamada de "novo Led Zeppelin" que tinha Metallica no bolso, e mesmo assim não estourou
"Você também é guitarrista?": Quando a Rainha da Inglaterra conheceu lendas do instrumento
Taylor Hawkins sobre tocar no Foo Fighters: "Há coisas que faço que Dave Grohl não faria"
A melhor música de "Brave New World", do Iron Maiden, segundo o Loudwire
Edu Falaschi atualiza sobre possível reunião do Angra ao estilo Helloween
O melhor disco de heavy metal lançado em 1990, de acordo com o Loudwire
O melhor disco de death metal de cada ano, de 1985 até 2025, segundo o Loudwire
A lição de Bruce Dickinson e Dave Murray do Iron Maiden que marcou Edu Falaschi
Os álbuns do Metallica que soaram "forçados", segundo James Hetfield
Usando Pink Floyd como exemplo, Sammy Hagar diz não querer mais contato com Alex Van Halen
Stevie Ray Vaughan tocou como um monstro, mas a plateia simplesmente ignorou
A única banda que Jack Black coloca no "mesmo patamar" dos Beatles; "lava criativa"
Rafael Bittencourt conta pela primeira vez a promessa que fez ao pai de Edu Falaschi
Wacken Open Air anuncia mais 50 atrações e cartaz oficial fica complicado de se acompanhar
Geddy Lee explica o enredo de "2112" comentando cada parte da música
Os três baixistas que substituíram a figura paterna para Frank Bello (Anthrax)
O disco do Rush que Geddy Lee diz ter sido o momento mais frustrante da banda
Por que Geddy Lee achou que Anika Nilles não seria melhor opção para substituir Neil Peart?
Geddy e Lifeson contam o momento em que quase desistiram de Anika Nilles para o Rush
Você achou caro o VIP do Rush? Então veja como é o do Metallica no Sphere
Rush anuncia mais um show em São Paulo para janeiro de 2027
Anika Nilles sobre Neil Peart; "Ele definitivamente não era só um baterista de rock"
A obscura e "desafiadora" música do Rush que Neil Peart adorava "tanto ouvir quanto tocar"


