Em quem os Mamonas Assassinas votariam, caso ainda estivessem entre nós?
Por Bruce William
Postado em 13 de julho de 2022
Tudo começou com alguns comentários feitos por internautas em redes sociais dando a entender que, caso estivessem entre nós hoje, os integrantes do Mamonas Assassinas teriam tendência a serem de direita. E em resposta a isso, um perfil no twitter intitulado "carol e samuca melhores amigos" fez uma série de posts explicando qual seria o posicionamento político da banda nos dias de hoje. Vamos ver um breve resumo.
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"Tenho visto muitos comentários sem o menor fundamento afirmando que os Mamonas seriam bolsonaristas", diz o post. "Decidi aproveitar as férias do serviço pra montar essa thread bem completa com informações reais sobre eles. É longa, mas vale a pena pra quem quer conhecer os meninos de verdade".
Em seguida é feito um resumo da breve trajetória da banda, também comentando características pessoais de cada um dos integrantes - o vocalista Dinho, o baixista Samuel Reoli, o tecladista Júlio Rasec, o guitarrista Bento Hinoto e o baterista Sérgio Reoli. Mais adiante é informado que o Utopia, banda pré-Mamonas, teria participado de comícios e campanhas para políticos de esquerda que apoiavam.
Depois é dito que várias letras da banda tinham cunho social para a época, como críticas ao consumismo, à homofobia e à xenofobia, pautas que também são alvo da esquerda. "A gente só relata as tragédias de uma forma engraçada", diz o tecladista Júlio Rasec em um vídeo.
Então é citada "1406", música que abre o único álbum da banda, que com letras tipo "Queria um apartamento no Guarujá, mas o melhor que consegui foi um barraco em Itaquá" e "money que é good nós não have" faz uma crítica clara ao consumismo, ao mesmo tempo que cita a imposição do inglês e glamourização de coisas "americanizadas" em detrimento da cultura nacional.
Daí é revelado que o Mamonas sempre rejeitou a oportunidade de gravar uma propaganda, o que teria lhes rendido milhões, enquanto é exibido um vídeo com o jornalista Maurício Kubrusly relatando a decisão da banda. "Não queremos ser garotos-propaganda", disse o baterista Sérgio em uma entrevista. "Nosso negócio é fazer música".
Seguindo o texto, são colocadas as questões LGBTQIA+ que, de acordo com a matéria, foram abordadas pela banda com alegria e naturalidade, inclusive na canção "Robocob Gay": "É uma homenagem muito boa, eu acho que a pessoa tem que ser o que é e ser feliz como é, não tem nada a ver o gosto pessoal", diz o vocalista Dinho em vídeo registrado no programa do Faustão, da TV Globo. "Nossa intenção com isso daí é fazer uma citação a todo tipo de coisa que existe, a gente não quer prejudicar ninguém, a gente só quer fazer de certa forma uma homenagem".
Mais adiante é exibido outro vídeo onde a banda participa de um amigo oculto e presenteia Deolinda, líder do MST da época, descrita pela banda como "uma pessoa batalhadora, uma pessoa trabalhadora, uma pessoa que até já foi presa e que luta com um ideal muito bonito!".
Após explicar outros pontos envolvendo a banda como a crítica à igreja, a aproximação com as crianças e até se eles seriam "cancelados" nos dias de hoje, o post finaliza mostrando comentários feitos por familiares, namoradas e amigos de todos os integrantes, ou seja, pessoas que tiveram a mesma criação que eles e conviveram com eles diariamente, com todos sendo contra o governo Bolsonaro.
Clique neste link para ver o post completo com muito mais detalhes, fotos e vídeos.
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