Como dupla sertaneja e churrasco ajudaram a criar uma das maiores bandas do brasil
Por Mateus Ribeiro
Postado em 27 de junho de 2023
A banda brasileira Mamonas Assassinas foi um dos maiores fenômenos da história dos anos 1990. Com uma sonoridade mista e letras irreverentes, o grupo conquistou milhões de fãs durante a sua brilhante e curta carreira, que foi interrompida de forma abrupta e cruel no dia 2 de março de 1996.
Mamonas Assassinas - Mais Novidades
A história do Mamonas Assassinas começou a ser escrita no final dos anos 1980, quando o grupo ainda se chamava Utopia. A história da banda começou a mudar quando o caminho de seus integrantes se encontrou com o do produtor Rick Bonadio.
Certo dia, no final de 1994, o vocalista Dinho pediu para usar o estúdio de Rick, com o intuito de fazer uma gravação aparentemente despretensiosa.
"O Dinho tinha trazido uma dupla sertaneja pra gente gravar, pra ele ganhar um dinheiro, que os caras iam pagar (...). Só que ele queria gravar um negócio pra tocar num churrasco", disse Rick Bonadio, durante participação no podcast Inteligência Ltda.
A dupla em questão se chamava Celly & Campello e Rick liberou o estúdio para Dinho fazer as gravações. Ao ouvir o que foi registrado no dia seguinte, o renomado produtor ficou impressionado.
"Aí eu ouvi ‘Pelados Em Santos’ e ‘Robocop Gay’, mas num arranjo meio Reginaldo Rossi assim, lento (...). Mas era tão engraçada a letra, que aí me deu um estalo (...). Aí quando eu ouvi aquilo, eu falei: ‘Se a gente misturar isso com o rock do Utopia, vai dar bom’ (...).
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Aí eu liguei pro Dinho e falei: ‘Cola aqui’. Aí eles vieram, a gente teve uma conversa na cozinha do estúdio, que também eu lembro muito bem, eu falando pra eles: ‘Oh, se vocês misturarem essas letras com o rock do Utopia, e a gente fizer um disco inteiro, eu arrumo uma gravadora’ (...). Eu me achava… eu tinha uma confiança no meu taco que ela não tinha muito embasamento, mas ajudava.
Eles sabiam que eu era amigo de uns caras influentes do mercado. Eu realmente era querido por essas pessoas. Eu falei: ‘Meu, gravo uma puta demo aqui no estúdio, essa música vai ficar do caralho, vou mostrar pros caras’. Eu não tava inventando nada, eu tava acreditando, de fato. E foi o que aconteceu. A gente gravou a demo", acrescentou o produtor, que resolveu mostrar a demo ao finado Arnaldo Saccomani.
"Liguei pro Arnaldo… Eu tinha tanta moral que o Arnaldo falou: ‘Não, eu vou aí no estúdio pra ouvir’ (...). Aí o Arnaldo foi no Midas, eu botei pra tocar ele falou: ‘Meu, isso é muito do caralho, isso é legal pra caramba’."
O restante da história todos nós conhecemos. Os Mamonas Assassinas gravaram um disco, que foi lançado em junho de 1995 pela EMI. O álbum, que leva o nome do grupo, conta com uma série de hits, como "Vira-Vira", "Pelados Em Santos", "Robocop Gay", "1406", "Bois Don't Cry" e "Debil Metal".
Infelizmente, os músicos do Mamonas Assassinas não conseguiram aproveitar o sucesso por muito tempo. Meses após o lançamento do primeiro álbum do grupo, todos os integrantes morreram em um acidente aéreo que chocou o país e entristeceu muitas pessoas.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Pink Floyd lança a coletânea "8-Tracks", que reúne faixas gravadas nos anos 70
As cinco melhores músicas do Iron Maiden, em lista da Revolver Magazine
O clássico de Bon Scott que Brian Johnson nunca quis cantar no AC/DC
Graspop Metal Meeting anuncia 152 atrações em 4 dias de festival
7 clássicos do rock nacional lançados em 1994 que são lembrados até hoje
Os cinco maiores álbuns da história do rock progressivo
O melhor riff de guitarra de todos os tempos, segundo Keith Richards: "Ele disse tudo ali"
As cinco músicas de "Load" que o Metallica mais tocou ao vivo
Deep Purple lança "Diablo", faixa de seu próximo disco de estúdio
10 músicas de metal internacional que estão na memória afetiva do brasileiro
Indio Solari, lenda do rock argentino, morre aos 77 anos
Angra anuncia bandas convidadas para shows em São Paulo
Steve Harris aponta a música ideal para apresentar o Iron Maiden a quem nunca ouviu a banda
10 músicas de rock nacional dos anos 1980 que ainda estão na memória afetiva do brasileiro
Após 20 anos, Guns N' Roses volta a tocar "Think About You" em show na Polônia
Kiko Loureiro comenta a diferença entre tocar no Angra e no Megadeth
O hit dos Beatles que foi gravado somente com músicos de estúdio, nenhum deles está tocando
O refrão de hit dos Beatles que letra é resposta a críticas que receberam de Frank Sinatra

Em 02/03/1996: o grupo Mamonas Assassinas morria e deixava o Brasil mais triste
7 clássicos do rock nacional dos anos 1990 que estão na memória afetiva do brasileiro
"Na época dos Mamonas fomos muito censurados", diz Rick Bonadio
