The Doors: Robby Krieger conta suas primeiras impressões de Jim Morrison e Ray Manzarek
Por André Garcia
Postado em 23 de agosto de 2022
Na segunda metade da década de 60, o The Doors surgiu pelos bares de Venice Beach, Los Angeles, e em poucos anos já era uma das maiores bandas de rock dos Estados Unidos. Formado pelo enigmático e imprevisível vocalista Jim Morrison e o tecladista Ray Manzarek na faculdade de cinema na UCLA, contava também com Robby Krieger na guitarra e John Densmore na bateria.
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Em entrevista para a Guitar World, o guitarrista foi perguntado sobre a primeira impressão que ele teve tanto de Jim Morrison quanto de Ray Manzarek:
Guitar World: Qual foi sua primeira impressão de Jim Morrison?
Robby Krieger: Eu o conheci quando ele veio na minha casa com John Densmore, e ele me pareceu bem normal. Eu não tive a impressão de ter algo de diferente com ele até o fim de nosso primeiro ensaio. Inicialmente, estava tudo legal, até que um cara apareceu procurando Jim. Alguma coisa tinha dado errado com uma compra de drogas, e Jim ficou louco. Pirou completamente. Eu pensei: 'Jesus Cristo, esse cara não é normal!'
Guitar World: Qual foi sua primeira impressão de Ray Manzarek?
Robby Krieger: Quando o conheci, ele era 'o cara do campus' no curso de cinema da UCLA. Na verdade, nossa primeira apresentação como banda foi fazer a trilha sonora para um dos filmes de estudante dele. Depois, Ray ficou diante de um auditório lotado e fez um discurso. Eu me lembro bem porque ele os tinha na palma da mão. Ele foi simplesmente hipnótico. Ele era uma grande figura, mas Jim meio que manteve ele em seu lugar. Jim era tão maluco que sobrecarregava a personalidade de Ray — o que, estranhamente, formou um bom equilíbrio.
Robby e Ray tocaram com Jim Morrison até o final das gravações de "L. A. Woman" (1971). Após concluir os vocais de "Riders on the Storm", ele partiu para um retiro na França em busca de se recuperar mental e fisicamente. Entretanto, de lá ele jamais retornou, tendo sido encontrado morto no mesmo ano.
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