Regis Tadeu: o disco do AC/DC que só saiu no Brasil por causa do "Back in Black"
Por Bruce William
Postado em 20 de agosto de 2022
Em um vídeo da série "Aposto Que Você Não Sabe", publicado por Regis Tadeu em seu canal do youtube, ele fala sobre o "Highway to Hell", sexto álbum de estúdio do AC/DC, lançado no dia 27 de julho de 1979 e que foi o último trabalho a contar com o vocalista Bon Scott, que viria a falecer em 19 de fevereiro do ano seguinte.
Dentre outras coisas, Regis conta que a gravadora norte-americana do AC/DC havia se recusado a lançar no país um álbum anterior da banda, o "Dirty Deeds Done Dirt Cheap", alegando que o disco "não servia" para o mercado local. "Este disco só saiu nos Estados Unidos e no Brasil muito tempo depois do lançamento original, pois ele só foi lançado mais ou menos um ano depois da morte do Bon Scott e aproveitando o enorme sucesso do 'Back in Black', aí a gravadora resolveu aproveitar e lançar o disco, pois acreditavam que ele poderia vender bem", revela Regis. "Ou seja, este disco só foi lançado por causa do estouro do "Back in Black", diz.
Houve ainda a imposição da gravadora para que a banda dispensasse seus produtores e adotassem alguém indicado por eles que fizesse o som do AC/DC ficar dentro de um padrão mais "radiofônico". Com isto, Malcolm e Angus não tiveram alternativa a não ser demitir - muito a contragosto - a dupla Harry Vanda e George Young (irmão mais velho), que estava com a banda desde o início.
"A Atlantic inicialmente escolheu para trabalhar com eles o Eddie Kramer, que era um produtor famosíssimo por conta de seu trabalho com Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Kiss. Mas deu tudo errado", conta Regis, explicando que tanto Eddie quanto a banda tiveram impressões péssimas entre si, acentuadas pelos problemas com álcool e drogas de Bon Scott que fizeram com que o produtor ficasse irritadíssimo e impaciente com a banda, que a esta altura também já estava totalmente brigada com Kramer.
Para se livrar do produtor, o AC/DC "deu um chapéu" nele, dizendo numa sexta feira que o final de semana seria de folga e que ele não precisaria aparecer no estúdio, somente na segunda-feira. "No sábado, a banda se reuniu no estúdio sem Eddie Kramer", conta Regis, "e gravaram mais ou menos umas seis músicas que estavam semi-prontas, e por sugestão do empresário da época, Michael Browning, enviaram para o Robert 'Mutt' Lange".
Regis então mostra vários discos legais de sua coleção de vinil que o Robert havia produzido até ali, e conta que assim que ele topou produzir o novo disco do AC/DC, a banda - numa atitude totalmente injusta - dispensou o empresário, contratou outro mais incisivo e combativo, e foi trabalhar com Robert "Mutt" Lange, em sessões de gravações com histórias únicas que Regis detalha no resto do vídeo.

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