Scott Gorham comenta a rotatividade de guitarristas no Thin Lizzy
Por André Garcia
Postado em 07 de agosto de 2022
O Thin Lizzy foi formado por Phil Lynott e Brian Downey com Eric Bell na guitarra de 1969 até 73. Com a dupla Scott Gorham e Brian Robertson a formação se estabilizou de 74 a 78, mas a partir dali o cargo de guitarrista da banda foi ocupado por diversos músicos.
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Scott Gorham se tornou o principal guitarrista da banda por ter feito parte dela em nove de seus 12 álbuns de estúdio. Álbuns esses que incluem seus maiores clássicos, como "Jailbreak" e "Black Rose: A Rock Legend". E em entrevista para a Classic Rock ele falou sobre sua amizade com o baixista Phil Lynott e a relação deles com os outros guitarristas.
Classic Rock: A banda ainda teve cinco guitarristas nesse período: Robbo [Brian Robertson], Gary Moore, Midge Ure, Snowy White e John Sykes. Era sempre eles que jogavam a toalha ou eram demitidos? Como vocês lidavam com aquilo?
Scott Gorham: Quando mandamos Robbo embora pela primeira vez, eu pensei: 'Bom, é isso… É o fim da banda.' Mas Phil ficou, tipo: 'P*rra nenhuma, cara! Nós vamos seguir em frente!' Phil jamais duvidou que a banda pudesse seguir em frente. Então qualquer um que entrava, sempre deixávamos ele fazer seu melhor.
Phil e eu éramos muito, muito bons amigos, a gente amava sair juntos. Nós dávamos rolês o tempo todo. Às vezes deixando de lado todo o resto da banda. Nós meio que construímos um muro a nosso redor, e não deixávamos as pessoas entrarem. Eu acho que era assim que os outros guitarristas se sentiam, e eu realmente me arrependo disso.
Classic Rock: Qual foi o mais difícil de lidar?
Scott Gorham: Eu tenho que dizer Gary. Ele estava tão convencido em certo ponto de que era o melhor guitarrista do mundo… Phil e eu olhávamos um para o outro, tipo: "Eita!" Gary tinha um grande senso de hurmor, mas ele saía pelas tangentes, e eu ou Phil tínhamos que ir falar com ele para baixar um pouco a bola. Ele realmente queria ser um artista solo, e dividir os trabalhos de guitarra estava fora de cogitação. Ele era bom o bastante para aquilo, então eu não tenho ressentimentos. Foi a forma como ele agiu que deixou todo mundo puto: cair fora no meio de uma turnê nos Estados Unidos. Isso não se faz. Ele pediu desculpas algumas vezes ao longo dos anos, mas já era tarde demais.
Classic Rock: Quando John Sykes entrou em "Thunder And Lightning", em 1983, você e Phil estavam ambos viciados em heroína.
Scott Gorham: Eu me sinto mal por John. Nós sabíamos que aquele seria nosso último álbum, [mas] eu acho que nem informamos a John, até porque nós mesmos não conseguíamos acreditar naquilo. Mas a vaca estava certamente indo pro brejo. John se deu mal com aquela coisa toda.
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