Helloween: Dani Löble fala sobre pressão ao gravar com Michael Kiske e Kai Hansen
Por Igor Miranda
Postado em 29 de setembro de 2022
Lançado em 2021, o álbum homônimo do Helloween é histórico para a carreira da banda e, por que não, para o heavy metal em geral. Foi o primeiro disco do grupo gravado como septeto, marcando as voltas de Michael Kiske (voz) e Kai Hansen (guitarra e voz) ao mesmo tempo em que Andi Deris (voz), Michael Weikath (guitarra), Sascha Gerstner (guitarra), Markus Grosskopf (baixo) e Dani Löble (bateria) foram mantidos na formação.
Helloween - Mais Novidades
Em entrevista a IgorMiranda.com.br no YouTube (vídeo legendado completo disponível mais abaixo), Löble compartilhou alguns de seus sentimentos do período em que o álbum "Helloween" foi gravado. O baterista, assim como Gerstner, nunca havia trabalhado com Kiske e Hansen em estúdio e acabava de realizar sua primeira turnê ao lado deles. Apesar disso, a pressão existente era muito mais externa do que interna.
"É claro que dessa vez as expectativas estavam altas. Pra mim foi tipo uma pressão rolando durante as gravações, que podia ser sentida – apesar de não haver impacto na gente compondo. Estávamos de bom humor, nos damos bem uns com os outros. Então tinha um clima legal rolando. Todo mundo estava em forma. Tínhamos acabado de voltar do Rock in Rio e começamos a trabalhar", comentou, inicialmente.
Além de reunir sete integrantes, o disco lançado pelo Helloween em 2021 surpreendeu ao trazer Dani gravando na mesma bateria usada pelo saudoso Ingo Schwichtenberg nas sessões dos álbuns "Keeper of the Seven Keys", datados de 1987 e 1988. O atual percussionista do grupo disse ter sido ele próprio o responsável pela ideia de ter o kit na ocasião. Ele, inclusive, concedeu a entrevista tendo outro modelo do instrumento ao fundo.
"Foi minha ideia trazer aquele kit de bateria antigo dos anos 1980 de volta. Se você escuta todos aqueles álbuns antigos dos anos 1980 e 1990, 80% foram gravados com o kit de bateria da Sonor que tenho aqui no fundo. Esse aqui é um bem antigo, é a mesma série que tive nas gravações. Foi usada em quase todos os discos durante os anos 1980 e 1990. Eram o padrão, o rosto do som de bateria dos anos 1980. Então eu queria recuperar esse som, por causa da formação nova, nós queríamos voltar aos velhos hábitos de gravação dos anos 1980. Isso foi uma boa ideia", declarou.
Löble pontuou que o som da bateria não apenas combinou bastante com as músicas, como também foi uma honra ter um instrumento tão lendário à sua disposição. "Era o kit lendário do Ingo, que estava presente em tantos álbuns lendários do Helloween, como os dois "Keeper". Eu ainda sou um fã de música, então ainda fico pilhado de ter a chance de gravar um álbum lendário do Helloween com aquele tipo de kit", declarou.
A entrevista completa pode ser assistida, com legendas em português, no player de vídeo a seguir. O Helloween vem ao Brasil junto do Hammerfall para três shows, nas cidades de Ribeirão Preto (Arena Eurobike, 06/10) e São Paulo (Espaço Unimed, 08 e 09/10).
Andi Deris e a lendária bateria
Em outra entrevista, também a IgorMiranda.com.br no YouTube, o vocalista Andi Deris falou sobre a bateria de Ingo Schwichtenberg usada pelo Helloween no álbum de 2021. Segundo o cantor, o kit é do modelo Sonor Phonic Plus. As especificidades de seu som foram comentadas por ele, que também é produtor musical e dono de estúdio.
"Essa bateria da Sonor, a Sonor Phonic Plus, acho que não a fazem há 20 anos. E ela tem um som muito específico. Acho que é a bateria perfeita para metal da década de 1980. Ainda tem aquele ‘boom’ que, hoje em dia, todos evitam na indústria. Hoje, não se tem mais o ‘boom’, sabe? O eco, o som posterior, que na verdade quando você coloca compressor nele, tem muito mais poder. Isso está em falta nos dias de hoje, pois querem que seja tão preciso. Mas com a Sonor Phonic Plus, você tem isso e precisa lidar com isso. Isso, para mim, dá uma certa 'sujeira'. Algo por trás da música que sempre está bombeando. É mais pesado. Menos preciso, porém, mais pesado", declarou na ocasião.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



5 músicas do Iron Maiden que demoram para conquistar, mas valem a insistência
A maior música de hard rock da história, conforme Gene Simmons
Os 5 melhores riffs de Tony Iommi no Black Sabbath, segundo Zakk Wylde
Bruce Dickinson classifica jam com Billie Joe Armstrong (Green Day) como "terrível"
Como Dave Mustaine se tornou o vocalista do Megadeth, segundo ele mesmo
Tony Iommi conta como "recrutou" Jorn Lande para cantar em seu novo disco
O álbum de Metal que Dave Grohl considera um dos discos mais perfeitos da história
O álbum do Black Sabbath "tão agradável quanto arrancar dentes", segundo Geezer Butler
Com toda sua experiência e talento do seu novo vocalista, Nazareth conquista o público mineiro
Tommy Lee reflete sobre batalha legal entre Mick Mars e o Mötley Crüe
O que o KK's Priest deve tocar no show do Bangers Open Air 2027?
Nova turnê do Evanescence deverá terminar na América do Sul em 2027
Tony Iommi explica por que odeia tocar violão e não gosta de gravar clipes
A canção do Led Zeppelin que Robert Plant disse ser "rock progressivo enlouquecido"
Tony Iommi conheceu baterista que tocou em seu novo disco enquanto passeava na praia



Os 20 melhores álbuns de rock e heavy metal lançados em 1987, segundo a Louder
Michael Kiske: "Hoje eu entendo que precisava ter saído do Helloween"
Andi Deris entrou no Helloween sem avisar o Pink Cream 69, lembra Dennis Ward
Kai Hansen, do Helloween e Gamma Ray, conta que foi eletrocutado em sua primeira visita ao Brasil
5 músicas de heavy metal que são maiores que as próprias bandas
5 músicas de heavy metal que todo tiozão brasileiro se lembra com carinho
Heavy Metal: os dez melhores álbuns lançados em 1985
Fausto só descobriu que Massacration plagiou Helloween anos depois, diz Bruno Sutter


