Produtor brasileiro vencedor de Grammy explica como rock é representado na premiação
Por Gustavo Maiato
Postado em 17 de fevereiro de 2023
O produtor brasileiro Adriano Daga levou o Grammy Latino e 2005 pelo trabalho no DVD da cantora gospel Soraya Moraes. Em entrevista ao jornalista musical Gustavo Maiato, ele explicou como o rock é representado na premiação. Confira abaixo.

Você levou o Grammy Latino em 2005. Como foi essa história? Os profissionais brasileiros são respeitados lá fora?
"Os brasileiros sempre foram bem no Grammy. Nós concorremos no Grammy Latino, mas também concorremos no mundial. É a mesma academia. Em 2004, fiz um DVD de uma cantora gospel super querida que é a Soraya Moraes. Tenho muito orgulho do prêmio, porque fiz a pré-produção até com a banda. Levamos coisas pré-gravadas para facilitar a logística da gravação. Foi gravado no antigo Olympia. Nesse DVD, fiz a captação no dia, edição, mix e master! Também tive outras dez indicações ao Grammy e tomara que esse ano também tenha!".
Como você vê o rock dentro do Grammy Latino?
"Não sei bem todas as categorias que o rock faz parte, mas tem categorias como cristã, se é em português ou espanhol etc. Todo ano temos bandas nacionais revelações que levam categorias e são de rock. Eu com a Malta concorri em algumas categorias já. Foi um esquema bem bacana.
Quando comecei a gravar em 1997, percebi que era tão ou mais legal gravar as coisas que não eram só de metal [risos]. Gravei discos gospel, country e sertanejo. Gostava muito e sabia que não poderia me apegar só ao meu gosto pessoal para gravar bem. Comecei a gostar de música de forma geral. Música boa é música boa. Tem coisas que agradam mais, claro, mas sempre me dei bem. De 2000 até 2008, fiz muita gravação de DVD. Devo ter feito 1 ou 2 de metal. Nessa época, gravava-se muito DVD, era algo em alta. Eu cuidava da parte de gravação ao vivo da Gabisom, que é a maior empresa desse segmento do Brasil.
Fiz muitos trabalhos legais lá e não era só gravar DVD. Também fiz transmissão ao vivo com mixagem para TV. Estava começando o som 5.1 nessa época. Em 2006, fiz o Rock in Rio Lisboa, que é considerado como uma das primeiras transmissões ao vivo de mixagem em 5.1 para toda a Europa. Tinham bandas gigantes como Shakira, Guns N’ Roses, Sting e Red Hot Chili Peppers. Essa experiência me fez saber conviver mais ainda com toda essa diversidade de estilos".
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Tarja descobre fenômeno de "Então é Natal" no Brasil e reage: "Você me deu um desafio"
O álbum clássico do Metallica que não trazia as melhores músicas da banda e sim as únicas
Os três melhores discos do Black Sabbath, de acordo com a Classic Rock
Cinco shows imperdíveis que rolarão no Bangers Open Air 2027, por Mateus Ribeiro
Resurrection Fest anuncia primeiras 72 atrações para edição 2027
De Black Sabbath a Gojira, 10 músicas que começam com riffs de guitarra inesquecíveis
Com 110 atrações já confirmadas, Graspop Metal Meeting atualiza cast para 2027
Bono (U2) explica recusa a encontro para conversa com Donald Trump
O membro do Iron Maiden que "não aguenta mais e quer sair", segundo Regis Tadeu
A música do Guns N' Roses que é híbrido entre Steven Adler e Matt Sorum, segundo Frank Ferrer
Empresário achava que Dio não era o vocalista ideal para o Black Sabbath
O megahit da Legião que a gravadora queria em country: "A gente jogou a toalha"
A banda que deixou Lars Ulrich no paraíso quando o Metallica abriu seus shows
O hábito que custou o lugar de Clive Burr no Iron Maiden, segundo Regis Tadeu


Como Beatles transformou xingamento a Mick Jagger em nome de álbum clássico da banda
Heavy Metal: os dez melhores álbuns lançados em 1982
Simone Simons: a nudez na capa de Divine Conspiracy
O verso de "Igreja" que fazia Arnaldo Antunes deixar palco dos Titãs por desconforto
Nightwish: Tarja Turunen fala sobre sua demissão da banda
Curiosidades: 40 fatos inacreditáveis do rock


