A música que o Metallica nunca havia tocado ao vivo por ser "uma tarefa muito louca"
Por Mateus Ribeiro
Postado em 12 de maio de 2023
O baterista Lars Ulrich, um dos fundadores do Metallica, desempenhou um grande trabalho nos primeiros discos do quarteto, sobretudo em "...And Justice For All". Lançado em uma data misteriosa de 1988, o álbum é um trabalho técnico e intrincado, que traz algumas das melhores performances de Lars.
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"...And Justice For All" tem ótimas músicas, dentre as quais vale destacar "Blackened", a faixa-título, a faraônica "One" e "Harvester Of Sorrow", que são as mais conhecidas do registro. Outra música digna de nota é "The Frayed Ends Of Sanity", que foi abordada durante entrevista que Lars concedeu à Vulture em setembro de 2020.
Ao ser questionado qual música seria a "mais nerd" do Metallica, Lars citou o terceiro e o quarto discos de estúdio do Metallica e explicou suas escolhas.
"Tem que ser em torno de ‘Puppets’ ou ‘Justice’. Naquela época, eu estava realmente experimentando e realmente colorindo o som com padrões de bateria malucos, preenchimentos de bateria malucos, compassos malucos e estranhos e todos os tipos de coisas. Acho que a mais nerd dessas músicas provavelmente seria algo como ‘… And Justice for All’, uma música como ‘Blackened’ ou ‘The Frayed Ends of Sanity’", respondeu o baterista, que continuou falando sobre a sétima música de "...And Justice For All".
"Nunca tocamos ‘The Frayed Ends Of Sanity’ ao vivo porque era uma tarefa muito louca. E então, alguns anos atrás, fizemos uma turnê do Metallica by Request. Todos os dias estávamos tocando 18 músicas nas quais os fãs votaram. Não estávamos mudando os votos ou fazendo nenhuma dessas merdas malucas.
Acho que iríamos tocar em Helsinki e os fãs votaram em ‘The Frayed Ends of Sanity’. Tivemos cerca de duas semanas ou algo assim para aprender essa música. Você meio que senta lá, 20 anos depois, com a combinação de perplexidade e horror em seu rosto e diz: ‘Que porra estávamos pensando?’ do jeito que costumávamos escrever essas músicas. Não sabíamos nada sobre compassos. Não sabíamos nada sobre contagem. Era apenas a maneira como as partes da bateria falavam umas com as outras. Algumas dessas coisas se tornaram tão obstinadas e tão cerebrais, quase matemáticas", relembrou Lars.
No fim das contas, "The Frayed Ends Of Sanity" foi tocada outras vezes. Segundo o site Setlist.fm, a música apareceu em 12 shows do Metallica, sem contar as vezes que foi inserida no "Justice Medley".
O trabalho mais recente do Metallica é "72 Seasons", lançado dia 14 de abril.
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