O dia que Rafael Bittencourt tentou aprender a fazer música no estilo Sepultura antigo
Por Gustavo Maiato
Postado em 04 de agosto de 2023
O guitarrista Rafael Bittencourt, do Angra, é famoso por tocar power metal, que é um estilo em que a guitarra e as notas de maneira geral soam mais harmônicas. Em episódio do Amplifica, ele recebeu um desafio de Jairo Guedz, primeiro guitarrista do Sepultura, para tentar aprender os trejeitos do death metal em seu instrumento.
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Conforme explicou Jairo, que foi um dos grandes responsáveis pelo som do Sepultura no começo da banda, para tocar death metal é preciso uma certa "maldade".
"Rafael, já que você sempre tocou numa banda de power metal, acho que você deveria aprender a tocar algo de death metal. Aliás, vim com essa camisa do Hellhammer não foi a toa. Agora, o doom pode ser tão maldoso quando o death, só que é arrastado. É pegar um Black Sabbath e acelerar isso.
A palhetada é aberta, se for fechada é power ou thrash, tipo mais abafado. A primeira coisa que você tem que ter na sua concepção é a maldade. [risos]. A grande diferença entre o Troops of Doom e o Angra é que o que você faz é bonito. O que eu faço, não é. Não tem aquela beleza sonora. Você procura as notas e escalas mais harmônicas.
Já Rafael Bittencourt sofreu para pegar o jeito e até recebeu uma zoação de Jairo, dizendo que o seu modo de tocar se assemelhava mais ao Coldplay.
"Se eu tivesse que criar um riff de death metal, eu estaria ferrado. Preciso de algumas instruções. Um riff de death metal precisa ser rápido? Não necessariamente, né? Palhetada sempre para baixo? Essa maldade eu tenho, mas não tenho prática [risos]. No nosso caso, as coisas são mais harmônicas, com intervalos consonantes. O death metal é mais dissonante", explicou.
Confira o corte em questão abaixo.
Em outro episódio do Amplifica, Bittencourt comentou sobre seu modo de tocar guitarra e deu dicas a respeito. A entrevista era com Bruno Luiz, que começou a conversa.
"A dica que eu dou para timbrar guitarra com equipamento digital é tentar ser o mais prático possível nisso. É importante entender o fundamento básico do que é tirar um som de guitarra antes de começar a pensar em compressão, equalização e tudo mais. Tem que pensar na fonte do som.
Obviamente, a mão faz uma diferença total. Ter mão direita boa, com dinâmica legal. Controlar os momentos em que tem que tocar mais forte ou mais fraco. Tem que pensar as combinações de pedal também. São vários caminhos e hoje temos simulações, plugins etc. Falta para as pessoas a base", disse Bruno Luiz.
Foi então que Bittencourt emendou: "Eu sempre busquei a praticidade, às vezes até demais. Muitas vezes, falam para mim: ‘Por que você está usando essa pedaleira? O som está ruim!’. Eu falo: ‘Mas cabe na mala, né amigo?’ [risos]", disse.
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