O clássico do Megadeth que Dave Mustaine escreveu ao ficar sabendo da morte de Cliff Burton
Por Mateus Ribeiro
Postado em 28 de setembro de 2023
O músico californiano Cliff Burton se tornou mundialmente por ter sido baixista da banda de Thrash Metal Metallica. Cliff gravou os cultuados três primeiros discos do grupo e ajudou na composição de grandes clássicos do quarteto, como "Ride The Lightning", "Fade To Black", "The Call Of Ktulu", "Master Of Puppets" e "Orion". Infelizmente, a vida do baixista foi brutalmente interrompida no dia 27 de setembro de 1986, por conta de um acidente com o ônibus do Metallica.
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Dave Mustaine, líder do Megadeth, foi integrante do Metallica de 1982 até 1983 e foi companheiro de Cliff Burton. Obviamente, Dave ficou triste com a morte do amigo e chegou a escrever uma música ao ficar sabendo da triste notícia. A música em questão é "In My Darkest Hour", que se tornou um dos maiores clássicos do Megadeth.
"Escrevi a música quando soube que Cliff havia morrido. Uma amiga minha, ‘Metal’ Maria Ferrero, me ligou para contar que ele havia sofrido um acidente de ônibus. Levei isso muito para o lado pessoal porque pensei: ‘Seus filhos da puta, vocês sabem que somos todos irmãos em uma banda, ele morre e vocês mandam outra pessoa me ligar?’. Então, eu aceitei muito, muito, muito mal. Eu entendi agora que, no luto, as pessoas fazem coisas estranhas, então mudei minha visão em relação à ligação, mas na época eu estava muito chateado e escrevi a música de uma só vez, então comecei a desbastar a letra o mais rápido que pude. Foi um período muito, muito doloroso escrever aquela música.
Essa música evoca muitos sentimentos. A primeira vez que toquei, a mãe e o pai de Cliff estavam no nosso show", contou Mustaine em 2017, durante entrevista concedida à Rolling Stone.
"In My Darkest Hour" é a sexta faixa de "So Far, So Good…So What!", terceiro disco de estúdio do Megadeth, lançado em janeiro de 1988. Presença constante no setlist da banda, "In My Darkest Hour" é a quinta música que o Megadeth mais tocou ao vivo e foi tocada em mais de 1300 apresentações do quarteto.
O último encontro de Mustaine com Cliff
Na mesma entrevista, Mustaine contou detalhes de seu último encontro com Cliff Burton.
"A última vez que falei com o Cliff foi provavelmente num espetáculo estranho a que eu tinha ido. Aqueles caras [do Metallica] ainda eram ameaçados por mim, então eu nunca conseguia um passe para os bastidores; eu sempre conseguia um passe para depois do show, o que eu acho uma grande sacanagem. Então, sempre que tínhamos os shows, eu e o Ellefson [David Ellefson, baixista original do Megadeth] os víamos depois e éramos convidados para qualquer lugar onde eles estivessem festejando. Eu não queria ir a uma festa, queria ir ver os meus amigos e passar o tempo. Mas acho que já não éramos amigos. A última vez que falei com o Cliff foi provavelmente um dos espetáculos que eles fizeram nos Estados Unidos", relatou Mustaine.
"Eu o verei no paraíso"
O mentor do Megadeth ainda afirmou que não conseguiu se despedir de Cliff Burton e que espera reencontrar seu amigo em outro plano espiritual.
"Eu realmente não tive a chance de dizer adeus. Quer dizer, eu nem sabia onde ele estava enterrado. Então isso mostra como tudo aconteceu. Mas eu o verei no paraíso (...). Pelo menos eu acredito nisso."
Para saber mais sobre "o hippie headbanger" Cliff Burton, leia o excelente artigo assinado por Marcos A. M. Cruz, publicado no Whiplash.Net em setembro de 2000.
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