O dia que Dio, Kerry King e K. K. foram ao bar e um deles não aguentou e fez xixi nas calças
Por Gustavo Maiato
Postado em 20 de dezembro de 2023
Bares, bebidas alcoólicas e curtição são praticamente sinônimos da vida do rockstar de sucesso. Em um curioso episódio envolvendo Dio, Kerry King e K. K. Downing, o trio estava justamente bebendo em um bar após um show quando o então guitarrista do Judas Priest acabou não conseguindo aguentar o ritmo do ex-Slayer.
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O acontecimento foi narrado por K.K. na autobiografia "Heavy Duty – Minha Vida no Judas Priest", lançado pela Estética Torta. O livro está com desconto de 20% com a utilização do cupom WHIPLASH20.
"Naquela noite, depois do show, eu me descobri sentado no bar com Ronnie James Dio de um lado e Kerry King do outro. Eu já conhecia o Ronnie há anos, e era ótimo quando nossos caminhos se cruzavam na estrada, coisa que não acontecia com tanta frequência.
Kerry também era sempre ótima companhia. Ele pertence a uma geração um pouco mais jovem, de bandas influenciadas pelo Priest. Ou seja, Kerry é um fã de carteirinha do Priest. Ele sabia mais sobre minha própria banda do que eu!
E essa dupla era boa de copo. Eu não estava mais na idade de encher a cara daquele jeito.
"Diga lá, Ken, o que você quer?", perguntou Ronnie.
"Tudo bem então, mas só um..."
"K.K! O que você está bebendo?", perguntou Kerry, uma hora e alguns drinques depois.
Pensei: "Estou perdendo a linha aqui!"
Sem essa, meu amigo. Vamos tomar só a saideira".
"Todo esse tempo, Kerry, Ronnie e eu conversamos, rimos e contamos histórias do passado. Foi maravilhoso ter a chance de passar a noite com esses caras. O problema é que, assim que Kerry começa, você não escapa mais.
"Acho que vou chamar um táxi", digo, arrastando as palavras um pouco.
"Faça isso", responde o Kerry. "Vou te pagar uma bebida enquanto você espera".
Socorro!
Não sei como entrei no táxi. A certo ponto do trajeto de meia hora para o hotel, apaguei, só para me acordar pouco tempo depois com aquela sensação familiar de calor entre as pernas. Algo que eu conhecia desde a infância.
"Não posso acreditar", me xinguei mentalmente. "Mijei nas calças!".
Não existe protocolo sobre como atravessar um saguão de hotel lotado, aos 57 anos, todo mijado, exceto por um aceno de cabeça no caminho, passei batido em direção ao meu quarto. Aquela noite em Bilbao foi a última vez que encontrei o eterno Ronnie James Dio. Que grande falta ele faz para o heavy metal".
Rockstars e bebidas
Duff McKagan, ex-membro do Guns N' Roses, compartilhou sua luta contra o abuso de substâncias em uma entrevista. Conforme matéria de André Garcia explica, crescendo em Seattle e depois se mudando para Los Angeles para se juntar à banda, McKagan foi influenciado pela cena de consumo pesado de álcool e drogas nos anos 80.
Desde os 16 anos, enfrentando síndrome do pânico, McKagan recorreu à automedicação com álcool e drogas para lidar com seus problemas. Ele admitiu que, na época, não esperava viver além dos 30 anos, imerso em um estilo de vida sombrio associado ao mundo do rock.
O músico compartilhou detalhes sobre sua rotina autodestrutiva, revelando como tentava lidar com ataques de pânico usando álcool e drogas. Em 1990, aos 26 anos, Duff McKagan, já considerando-se "viciado demais", perdeu o controle sobre as drogas, apesar do sucesso do Guns N' Roses.
A situação atingiu seu ápice em 1994, quando, aos 30 anos, uma crise de pancreatite causada pelo consumo excessivo de álcool levou seu pâncreas a "explodir". Diante da ameaça de morte se continuasse bebendo, McKagan finalmente conseguiu superar suas dependências, permanecendo sóbrio desde então. Essa reviravolta ocorreu no auge do sucesso da banda, marcando um ponto crucial na vida do músico.
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