A curiosa estratégia adotada por Michael Schenker para fazer Ozzy desistir de sua contratação
Por Mateus Ribeiro
Postado em 14 de janeiro de 2024
O influente guitarrista alemão Michael Schenker, que fez parte das lendárias bandas Scorpions e UFO, foi chamado para integrar a banda de ninguém menos que Ozzy Osbourne. Certamente, muitos guitarristas abraçaram a oportunidade, porém, Michael pulou fora, como ele relembrou em uma entrevista concedida à revista Classic Rock.
O convite rolou em 1982, depois que Randy Rhoads, guitarrista que gravou os dois primeiros discos da banda de Ozzy Osbourne ["Blizzard Of Ozz" e "Diary Of A Madman"], morreu em um acidente de avião. Na época, Schenker já estava com sua própria banda, que vivia um bom momento.
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"As coisas estavam acontecendo muito rápido. De repente, tínhamos um álbum ao vivo para gravar [‘One Night At Budokan’, de 1982] e, quando foi lançado, [o vocalista] Graham Bonnet estava na banda e autografando capas de álbuns dos quais ele não fazia parte! Era tudo um pouco confuso. E então, recebi um telefonema de Ozzy Osbourne no meio da noite, gaguejando, pedindo que eu o ajudasse, porque Randy Rhoads havia morrido naquele acidente de avião."
Obviamente, Schenker cogitou aceitar o convite (quase) irrecusável, uma vez que em 1982, Ozzy já era um ícone gigantesco. Porém, o músico alemão colocou os prós e os contras na balança e resolveu picar a mula de forma inusitada.
"Eu adorava o Sabbath e deveria ter ficado muito feliz em participar. Imediatamente tive visões de Ozzy me arrastando pelo palco pelos cabelos, mas uma voz em minha cabeça dizia: ‘Michael, siga sua visão’. Eu havia deixado o UFO e o Scorpions porque não queria continuar com a fama e queria liberdade e paz, por isso achei que seria loucura entrar [na banda de Ozzy].
Ozzy sabia que eu era o guitarrista favorito de Randy, então ele achou que eu seria a escolha perfeita, mas não era o momento certo: já estávamos ensaiando o álbum ‘Assault Attack’ com Graham Bonnet. A única maneira que encontrei de sair da banda de Ozzy foi fazendo exigências ultrajantes, e foi isso que fiz. Em seu livro [‘I Am Ozzy’], Ozzy disse que eu pedi um jato particular, e isso é verdade, mas foi apenas para que ele me recusasse", finalizou Schenker, que continuou com a sua própria banda.
O trabalho mais recente do Michael Schenker Group é "Universal", lançado em 2022.
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