O álbum do "maior baterista de todos os tempos" indicado por Neil Peart a iniciantes
Por André Garcia
Postado em 04 de abril de 2024
Amplamente considerado um dos maiores bateristas de todos os tempos, Neil Peart bebeu muito na fonte dos mestres do rock inglês dos anos 60 e 70, como Keith Moon, Ginger Baker, Phil Collins e John Bonham. Sem se restringir aos limites do rock, ele também era muito influenciado por bateristas de outros gêneros, como o jazz — de nomes como o performático Gene Krupa e o intuitivamente virtuoso Buddy Rich.
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Em entrevista de 2017 para a Music Radar, Neil concordou Krupa, que certa vez disse que Buddy Rich foi "o maior baterista que já respirou", acrescentando que ele tinha "instinto de solista" e "ouvidos de dançarino". A seguir, ele deu uma carteirada, se dizendo alguém que "estudou mais que qualquer outro sobre Buddy e sua vida musical: tanto profissionalmente quanto como um performer e historiador".
O Professor (como foi carinhosamente apelidado pelos fãs do Rush por seu ar culto e professoral) então indicou o álbum ideal para começar seus estudos do lendário baterista:
"Para os novatos, o universo da bateria de Buddy pode ser melhor apresentado por uma gravação 'moderna' feita já diretamente no disco, 'Together Again - For the First Time', com Mel Tormé. Não se trata de uma questão de estilo (porque isso pode ter ficado datado), mas de essência."
"Gravado em 1978, ele captura Buddy como um artista maduro, e com facilidade magistral: a bateria simplesmente canta com musicalidade e tons nítidos e claros. A dinâmica [entre ele e Mel] é especialmente impressionante, porque as baterias são geralmente gravadas sem o ar que as envolve. Basta ouvir as gotas que Buddy soltou nos pratos como introdução de 'Here's That Rainy Day' e, em seguida, as grandes notas. O breve solo em 'Blues in the Night' é exemplar, tanto musical quanto tecnicamente, é insuperável."
Nascido em Nova Iorque em 1917, Buddy Rich começou a tocar jazz como baterista na segunda metade da década de 30. Após deixar a música para servir ao exército no período da Segunda Guerra Mundial, nos anos 60 ele chegou a seu auge como band leader ao formar sua própria big band. Morto em 1987 aos 69 anos, se tornou lendariamente influente por sua virtuosa técnica, velocidade e potência. Avesso à teoria musical, se recusou a aprender partitura, preferindo tocar fazendo uso apenas de sua memória.
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