O grande hit do rock que o vocalista pensou em descartar por mostrar sua fragilidade
Por Emanuel Seagal
Postado em 30 de maio de 2024
Em 1984 o Metallica lançou seu segundo álbum, "Ride The Lightning", e uma das faixas, "Fade to Black", embora tenha dado a oportunidade do grupo ter sua música tocada nas rádios da época, foi detestada por fãs do thrash metal. "Isso nos surpreendeu um pouco. Começaram a nos chamar de vendidos. Algumas pessoas ficaram um pouco perplexas com o fato de ter uma música com violões", contou Lars Ulrich em entrevista feita pela revista Rolling Stone.
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Com o passar do tempo as críticas de "Fade to Black" caíram no esquecimento e "Ride The Lightning" está entre os discos mais queridos dos fãs, algo que não pode ser dito do seu disco homônimo, o famoso "álbum preto", de 1991. Dependendo dos fãs questionados, é um disco divisor de opiniões, amado, ou mesmo a porta de entrada no metal. Nele foi incluída a balada "Nothing Else Matters", que James escreveu para sua namorada, sem imaginar que poderia tornar-se uma música do Metallica. Segundo ele, em conversa com a revista Classic Rock, seria "um sinal de fraqueza". "Você está no Metallica. Isso aqui é hardcore. Que porr* você tá fazendo?", disse. "É uma música sobre estar na estrada, sentir falta de alguém em casa. Mas foi escrita de uma forma que se conecta com tantas pessoas. Não é apenas sobre duas pessoas", acrescentou.
"Nothing Else Matters" ultrapassou um bilhão de audições no Spotify, e seu clipe é o mais assistido no canal da banda no YouTube. Em participação no programa do Howard Stern, eles ouviram de Elton John que a faixa é uma das melhores músicas já feitas, e relembraram quando James Hetfield apresentou a música para seu colega Lars Ulrich.
"Acho que o Lars ouviu e disse: 'Ei, é ótima' e eu disse: 'Nãããão. Não é não (risos)'", relembrou James. Lars acrescentou: "Sempre houve uma política 'porta aberta' (na banda). Sempre trocamos. O que costumava acontecer na época é que após uma turnê James me dava todas suas ideias, Kirk me dava todas suas ideias, todos trocávamos ideias e íamos embora. Então quando começávamos a compor alguns meses depois, todos tinham uma ideia do que os outros iriam trazer." Segundo Lars, esse era um lado do Metallica que ele tinha muito orgulho e achava que todos deveriam ver, sem se importar com uma possível reação negativa dos fãs, que eventualmente devem ser "desafiados".
O apresentador então propôs a ideia de que, na verdade, "Nothing Else Matters" pode ser uma canção de amor de James ao seu colega, Lars. "Esta é uma linda canção de amor, e que aconteceu porque Lars, você deu ao James a confiança de lançá-la", comentou o apresentador. James concordou e Lars pediu que o colega virasse para ele ao afirmar, e disse, rindo, que iria começar a chorar. "Eu nunca havia ouvido James cantar daquela forma, me emocionou e eu sabia que era algo que tínhamos que compartilhar aquilo com o resto do mundo. Ele se sentiu muito vulnerável naquela época para lançá-la, mas eu sabia que era algo que tínhamos que compartilhar com todos", acrescentou o baterista.
Apesar de ser originalmente uma música para a namorada, James diz que é algo muito maior. "As pessoas nos dizem que usaram em casamentos, os Hells Angels usaram em um pequeno filme que eles fizeram, então é sobre irmandade também, sendo vaga o suficiente para se relacionar com tudo, e precisar de outra pessoa", afirmou. Antes de tocarem "Nothing Else Matters", Lars não perdeu a oportunidade de tirar um sarro com James: "Essa é para o Lars! (risos)"
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