Brian May explica o que fazia do AC/DC o "oposto" do Queen
Por André Garcia
Postado em 15 de maio de 2024
Um dos mais reconhecidos e influentes guitarristas britânicos, Brian May é um dos principais representantes da safra que se formou seguindo os passos de pioneiros do rock pesado — os devotos de Eric Clapton, Jimi Hendrix, Jimmy Page, Jeff Beck e, claro, Ritchie Blackmore. E uma das características que ele absorveu de seus heróis foi a versatilidade.
Versatilidade essa fundamental para que o Queen fosse muito além de apenas misturar rock pesado com música clássica: jazz, R&B, punk rock, música árabe, folk, pop, gospel, new wave e heavy metal são apenas alguns dos ritmos com os quais eles flertavam sempre que lhes desse na telha.

Em entrevista de 2012 para o The Independent, Brian May revelou que era justamente essa característica do Queen que fazia deles o "oposto" do ortodoxo AC/DC.
"Eu provavelmente gostaria de fazer parte do AC/DC; mas, infelizmente, tenho o tamanho e a forma errada porque [o AC/DC] é diferente do Queen. O Queen era muito eclético. É essa a palavra, né? A gente pisoteava todas as fronteiras que existiam. Já o AC/DC, de certa forma, era o oposto. Eles descobriram seu estilo, que é incrivelmente puro, e eu tenho um grande respeito por isso. Cada nota que eles tocam é completamente AC/DC. Talvez seja isso [o que fez a banda ser tão bem sucedida]".
Em meados dos anos 70, o Queen se destacou no palco como uma das bandas mais pauleiras da Inglaterra, enquanto no estúdio eles exploravam sonoridades e instrumentações das mais diversas. Tanto que "A Night at the Opera" (1975) chegou a ser comparado ao "Sgt. Pepper's" (1967).
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