Fernanda Lira assume cabelos grisalhos e sai em defesa da autoestima feminina
Por Gustavo Maiato
Postado em 20 de junho de 2024
A baixista e vocalista Fernanda Lira, da Crypta, saiu em defesa da autoestima da mulher em vídeo que aparece com mecha de cabelo já grisalha. Ela disse que a pressão para manter o cabelo escuro é maior para as mulheres. Confira o post.
"Esses dias eu estava me arrumando para o show e meus cabelos brancos estavam super vistosos, daí fiz esse vídeo. Eu não me incomodo e sou muito confortável com a existência deles. Na verdade, NÃO VEJO A HORA de ficar 100% grisalha, acho a coisa mais linda do mundo. A única coisa que me incomoda é que eles são MUITO rebeldes, adoram nascer para cima haha.
De uns tempos para cá, tem surgido muito cabelo branco em mim, tanto pela genética (meus pais são totalmente grisalhos) quanto provavelmente pelo estresse sem fim que tenho passado nos últimos anos. Eu adoraria que mais mulheres abraçassem seus cabelos prateados, mas sei que é difícil para a maioria de nós, porque cabelo é algo que realmente afeta muito a autoestima e isso é muito pessoal. Para mim, por exemplo, aceitar os brancos é muito mais fácil do que aceitar meu cabelo cacheado - mesmo depois de tantos anos de transição capilar, ainda é incrivelmente difícil abraçar a genética natural do meu cabelo.
É importante lembrarmos que, em ambos os casos, muito disso vem por conta das normas que a sociedade tenta impor - "só cabelo liso é bonito e limpo, cabelo branco é coisa de gente velha". E essa pressão é bem menor em homens - grisalhos são charmosos, elegantes, maduros. Grisalhas são vistas como bruxas velhas.
Para a mulher, o estigma negativo do cabelo grisalho é mais pesado, pois junto vem a aceitação do processo natural de envelhecer, que também é difícil para nós. Eu atualmente tenho lidado bem com o fato de estar em uma nova etapa na vida. Acho que cada cachinho e cada fio branco meu conta uma história, da minha jornada e da minha luta até aqui, das quais eu tenho MUITO orgulho.
E acho também que assumir o cabelo branco é rebelde, não conformista - será por isso que gosto tanto, porque é um match perfeito com a minha natureza livre? É claro que com o tempo podem vir outras inseguranças que me façam voltar atrás nesse pensamento, mas até agora, cada vez que vejo um fiozinho prata, me alegro demais. Então, desse lugar de conforto, resolvi trazer esse tema aqui. Quem sabe outras mulheres também não passem a refletir sobre a liberdade de fazer as pazes com as coisas naturais da vida, né?"
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda que Lemmy viu ainda nova e percebeu que seriam como os Beatles e Stones
Morrissey e Johnny Marr deixam guerra de lado para algo relacionado ao The Smiths
A música do Nightwish que conquistou Steve Harris, líder do Iron Maiden
Tainá Bergamaschi (Crypta) toca "Territory" com o Sepultura em Dublin
Como o Queen, Sylvester Stallone e uma guitarra quebrada produziram o maior hit de 1982
As únicas quatro músicas próprias que o Guns N' Roses ainda não tocou ao vivo
A grande discordância entre Kiko Loureiro e Paul Gilbert, segundo Marcos de Ros
Os 50 melhores discos de todos os tempos, segundo a Classic Rock
A melhor música de Bob Dylan de todos os tempos, segundo Paul McCartney
O álbum que Robert Plant considera o mais "lindamente escrito" do Led Zeppelin
O rockstar cujo consumo de cocaína nos anos 70 assustava Glenn Hughes: "Nunca dormia!"
O aspecto da clássica "Jump" que não deixava Eddie Van Halen orgulhoso
Troy Sanders fala sobre nova formação do Mastodon, que conta com músico brasileiro
Vocalista do Steelheart lança projeto com ex-guitarrista do In Flames
O hábito nojento que virou demonstração de respeito nos shows punk dos anos setenta



A cantora canadense que não sai dos ouvidos de Fernanda Lira: "Jeito cru e honesto"
Wacken Open Air confirma 50 primeiras atrações para 2027
10 músicas do metal brasileiro lançadas após 2000 que já entraram para a história
Bruno Sutter compara Massacration e Crypta por motivo que deveria envergonhar o metal
O baixista extremo que Fernanda Lira é fã e não se decepcionou ao finalmente conhecê-lo
Fernanda Lira, da Crypta, comenta o preconceito contra bandas femininas em festivais


