A comparação de Cazuza entre os candidatos Brizola e Lula em 1989
Por Gustavo Maiato
Postado em 24 de agosto de 2024
Em entrevista publicada na revista Bizz em 1989, o icônico cantor e compositor Cazuza explicou sua visão sobre o cenário político brasileiro da época. Em uma conversa que mistura reflexão pessoal e análise política, Cazuza traçou um perfil dos líderes que poderiam, na sua opinião, conduzir o país rumo a um futuro mais promissor.
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Cazuza não poupou críticas nem elogios ao ex-governador Leonel Brizola, a quem descreveu como um líder com habilidades políticas superiores. "Acho que, no momento, nessa vida que temos, estamos precisando de um grande líder. E seria o Brizola ou o Lula. Acho o Brizola mais estadista que o Lula", declarou o cantor, destacando Brizola como um político mais preparado para enfrentar as complexidades do poder.
Para Cazuza, Brizola, com sua experiência e habilidade em negociações, era o tipo de líder que poderia lidar melhor com figuras influentes. "O Brizola é o mais filho da puta, saberia negociar melhor com os Robertos Marinhos da vida. Com os banqueiros. Ele é mais diplomata, é mais vivido, é um cidadão do mundo".
Cazuza não se esquivou de criticar o PT e Luiz Inácio Lula da Silva. "O Lula faz uma coisa genial, também, dentro da coisa dele. Agora, esse pessoal não tem muita experiência política. Eles têm muito ideal, são muito honestos, muito ingênuos", afirmou, sugerindo que a falta de experiência política do PT poderia ser um obstáculo para a realização de suas propostas.
O cantor também refletiu sobre a configuração ideal para o cenário político brasileiro. Para ele, uma combinação de Brizola e uma maioria do PT no Congresso seria o cenário perfeito. "Mas o ideal é Brizola e PT como a maioria, no Congresso, Senado, tudo PT. A esquerda como maioria e a direita como minoria. Como é na Europa, na Itália, na Espanha", afirmou, enfatizando sua visão de uma esquerda mais fortalecida, com a direita "tentando atrapalhar".
Apesar de suas críticas e análises, Cazuza se descreveu como um sonhador, admitindo que sua visão política estava longe de ser uma análise fria e calculada. "A democracia é isso. Sou um sonhador, não faço análise porque sou um sonhador", concluiu, deixando claro que suas opiniões eram tão idealistas quanto pessoais.
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