Andreas Kisser faz matéria na Folha de São Paulo sobre morte assistida de Antonio Cicero
Por Gustavo Maiato
Postado em 25 de outubro de 2024
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Em um texto publicado na Folha de São Paulo, o guitarrista e compositor Andreas Kisser, do Sepultura, falou sobre a recente morte do poeta Antonio Cicero, que optou pelo suicídio assistido na Suíça.
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O artigo, datado de 24 de outubro, surgiu em um momento marcante, coincidindo com a realização do Patfest, um festival que celebra a dignidade no final da vida e arrecada fundos para iniciativas de cuidados paliativos e que foi idealizado depois da morte de Patrícia Kisser, sua ex-esposa, que faleceu devido ao câncer em 2022.
Kisser destaca a coragem de Cicero em expor suas razões para essa escolha, enfatizando a dignidade e o respeito à sua própria finitude. Em sua carta, o poeta compartilhou que sua decisão foi influenciada pela progressão do Alzheimer, que já afetava sua memória. Para Kisser, essa declaração reflete uma sensibilidade rara e uma vontade de agir de acordo com suas convicções, mesmo diante da adversidade.
No artigo, Kisser critica a falta de diálogo sobre temas delicados como a morte digna e o suicídio assistido no Brasil. Ele aponta que, enquanto países como Colômbia e Equador já avançaram nessas questões, o Brasil ainda se vê preso a preconceitos e superstições, frequentemente alimentados por dogmas religiosos. Kisser destaca a necessidade de abrir espaço para conversas sobre o direito de morrer e os cuidados paliativos, essenciais para aqueles que enfrentam doenças terminais.
"Por que não falamos sobre a morte? Por que temos medo de discutir eutanásia e suicídio assistido?" questiona Kisser, enfatizando que a mudança começa na comunicação. Ele acredita que um diálogo mais aberto pode ajudar a construir uma sociedade mais unida e atenta às complexidades da vida e da morte.
Ao final de sua reflexão, Kisser comenta sobre a esperança de que a mensagem deixada por Cicero sensibilize a sociedade e impulsione uma discussão necessária sobre os direitos de escolha no Brasil. Ele destaca que essa luta não deve ser apenas dos políticos, mas de todos os cidadãos. "A morte é a nossa grande professora", conclui, ressaltando a importância de integrar o tema à vida cotidiana.
Caso você esteja passando por dificuldades, procure o CVV (Centro de Valorização da Vida), através do telefone 188 ou do site do CVV. O Centro de Valorização da Vida funciona 24 horas por dia.
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