O rockstar que Príncipe Charles deixou se aproximar de Princesa Diana por achar inofensivo
Por Gustavo Maiato
Postado em 26 de janeiro de 2025
Poucos encontros unem tão bem o brilho do rock’n’roll e o rigor da realeza quanto a relação de Mick Jagger com a família real britânica. O vocalista dos Rolling Stones, conhecido por seu carisma e vida amorosa movimentada, teve sua presença cercada de controvérsias no Palácio de Kensington. Isso se intensificou especialmente quando a princesa Diana, grande admiradora do artista, tentou estreitar laços com ele – algo que o príncipe Charles tratou de impedir.
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Segundo a história, relatada na biografia "Mick", logo após o casamento com Diana em 1981, Charles, ainda em meio aos primeiros anos do turbulento relacionamento, já demonstrava sinais de ciúmes. Diana, então com apenas 20 anos, desejava convidar Mick Jagger para um chá informal no palácio, atraída pela energia vibrante do cantor e pelo fascínio que ele despertava no mundo da música. Charles, porém, tinha outros planos.
Sabendo da fama de Jagger como mulherengo e de sua predileção por loiras elegantes e jovens – exatamente o perfil de Diana –, o herdeiro ao trono vetou o encontro. O argumento não foi apenas sobre etiqueta ou protocolos reais, mas o desconforto evidente que Mick provocava em Charles. O veto gerou uma briga acalorada entre o casal, mas Diana acabou cedendo. Como alternativa, o príncipe autorizou que ela convidasse um músico que ele julgava inofensivo: Phil Collins. Casado e longe do estilo rebelde de Jagger, Collins era, aos olhos de Charles, uma opção segura para preservar a harmonia doméstica.
Não era apenas a questão do ciúme que alimentava a antipatia de Charles por Mick Jagger. A convivência entre os dois, mesmo em eventos formais, nunca foi das melhores. Um exemplo emblemático ocorreu durante um jantar do Prince’s Trust, organização de caridade de Charles, no Castelo de Windsor, em junho de 1991. Mick foi fotografado cumprimentando o príncipe com uma mão no bolso, gesto que, segundo os rígidos códigos de etiqueta britânicos, é considerado uma ofensa grave.
No dia seguinte, jornais do Reino Unido e de outros países destacaram o "desrespeito" do cantor em suas manchetes. O deslize foi visto como um insulto à família real, e Charles teria ficado especialmente irritado com o episódio. Diana, que ainda era próxima do cantor na época, comentou mais tarde sobre o ocorrido: "É o tipo de coisa boba de que eles nunca se esquecem."
A tensão entre Mick Jagger e a realeza alcançou outro ponto delicado quando o cantor começou a ser cotado para figurar na tradicional Lista de Honra da Rainha – uma seleção bianual de personalidades reconhecidas por sua contribuição à sociedade britânica. Durante um baile beneficente da Prince’s Trust, Charles teria confidenciado a Jagger que estava surpreso por ele nunca ter sido condecorado. Apesar do comentário casual, o príncipe revelou posteriormente a um assistente que considerava, no máximo, um CBE (Comandante da Ordem do Império Britânico) adequado ao cantor, mas nunca o título de cavaleiro.
A decisão final sobre a honraria só viria muitos anos depois, em 2003, quando Mick Jagger foi finalmente nomeado cavaleiro pela rainha Elizabeth II. Curiosamente, o título foi entregue por Charles, que desempenhou a cerimônia oficial em nome de sua mãe. A cena, carregada de simbolismo, foi registrada com um toque de ironia pela imprensa britânica, que reavivou os antigos atritos entre o músico e o príncipe.
Mesmo diante da oposição de Charles, Diana manteve sua paixão pela música e pelos artistas que admirava. Ao longo dos anos, sua imagem como "princesa do povo" se consolidou em parte por sua conexão genuína com personalidades do mundo pop. O encontro com Mick Jagger, embora adiado, permaneceu como um símbolo das diferenças irreconciliáveis entre ela e Charles.
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