O hit de Paul McCartney em que ele dobra aposta sobre crítica: "O que há de errado nisso?"
Por Gustavo Maiato
Postado em 14 de janeiro de 2025
Paul McCartney provavelmente está acostumado a receber elogios, mas também críticas severas. Em particular, suas baladas românticas da época dos Beatles e Wings, como "Here, There and Everywhere", "My Love" e "Arrow Through Me", frequentemente atraíram avaliações negativas.
Em seu podcast McCartney: A Life in Lyrics, no qual conversa com o poeta Paul Muldoon, o ex-Beatle abordou as críticas ao que alguns definem como "sentimentalismo" em suas composições. Muldoon observou que fãs mais "duros" e críticos frequentemente veem essas músicas como "schmaltzy" (exageradamente sentimentais) e "lacking in sophistication" (carentes de sofisticação). A conversa foi transcrita pela Far Out.
Paul McCartney - Mais Novidades

McCartney, no entanto, não hesitou em rebater: "Eu acho que muitas pessoas que são cínicas em relação a isso não tiveram a sorte de sentir isso. Você frequentemente se pergunta como é o crítico que condena isso, como é a vida dele ou dela".
O músico foi ainda mais incisivo ao afirmar: "Eu frequentemente quero uma foto deles e penso, ‘Ah, é ele, claro, eu não vou ouvir esse cara’. Porque, sabe, você meio que sobrevive a eles. Eles vêm e vão". McCartney também defendeu a autenticidade de suas canções românticas contra acusações de que seriam artificiais ou exageradas. Alguns críticos consideravam seu estilo uma tentativa "excessivamente sincera" de criar sentimentos "hollywoodianos" de amor e grandiosidade musical.
A resposta mais famosa do artista a essas acusações foi em forma de música em que ele dobrou a aposta e aí que falou de amor mesmo. "Silly Love Songs", lançada em 1976 com a banda Wings, pode parecer apenas mais uma balada romântica, mas carrega uma dose de sarcasmo e provocação. A música confronta diretamente os críticos:
"Eu estava sendo acusado de apenas escrever músicas de amor bobas e estava em perigo de começar a acreditar nessa ideia de que você deveria ser um pouco mais duro e mundano", explicou McCartney. Em vez de ceder, ele decidiu reforçar sua posição: "Mas então percebi que é exatamente isso que o amor é – é mundano. Então, essa ideia surgiu, onde você pensaria que as pessoas já tiveram o suficiente, mas eu olho ao meu redor e vejo que não é assim. Algumas pessoas querem encher o mundo com canções de amor bobas... o que há de errado com isso?".
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Rafael Bittencourt, fundador do Angra, recebe título de Imortal da Academia de Letras do Brasil
Iron Maiden fará show em Curitiba na turnê de 50 anos "Run For Your Lives"
Morre Clarence Carter, intérprete de música que virou hit em tradução do Titãs
A música que Regis Tadeu mandaria ao espaço para representar o melhor da humanidade
O álbum do Iron Maiden eleito melhor disco britânico dos últimos 60 anos
A música sobre John Lennon que Paul McCartney ainda acha difícil cantar ao vivo
O álbum do Pink Floyd que Roger Waters achava que só ele poderia conduzir
Membros do Angra e Korn jogam tênis na casa de Ronaldo Fenômeno: "Quão doido é isso?"
10 bandas de rock que já deveriam ter se aposentado, segundo o Guitars & Hearts
Evanescence lança vídeo oficial da música "Who Will You Follow"
As 5 músicas pesadas preferidas de Mille Petrozza, frontman do Kreator
O clássico do proto-metal que Neil Peart detestava; "Era arrastada e monótona"
A música do Led Zeppelin que começa com um erro; "Vai assim mesmo"
O disco do Metallica que transformou Lars Ulrich em inimigo eterno
As duas bandas de metal que James Hetfield não suporta: "Meio cartunesco"

Como Paul McCartney fez Ringo Starr mudar ideia sobre os quatros novos filmes dos Beatles
Ouça o dueto de Paul McCartney e Ringo Starr em "Home to Us"
Paul McCartney confirma dueto com Ringo Starr em seu novo álbum
A música que Paul McCartney acha a pior de toda sua carreira: "Letra horrível para cacete"
A música de Paul McCartney que flopou nos Beatles, mas bombou em carreira solo
A música de Paul McCartney que John Lennon, dos Beatles, queria ter cantado


