O lendário e adorado baterista que conforme Neil Peart "fazia grandes coisas por acidente"
Por Bruce William
Postado em 14 de janeiro de 2025
O saudoso Neil Peart nunca escondeu seu apreço por grandes bateristas da história da música, tendo uma vez admitido para a Music Radar que, para ele, o maior de todos foi Buddy Rich: "Não se trata apenas da musicalidade natural de Buddy, de seu instinto de solista e ouvidos de dançarino - ele tinha isso, sem dúvida, mas seu principal dom era as suas mãos."
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Outro músico de Jazz que assumidamente serviu de influência para Peart foi Gene Krupa: "A primeira coisa que meu professor de música tocou para mim foi um disco com uma batalha entre Buddy Rich e Gene Krupa. Isso certamente foi uma boa introdução para a arte fina da bateria. Acho que Gene Krupa foi uma influência realmente importante por causa da forma 'largada' como ele tocava". E foi a partir dele que Peart chegou a um dos grandes bateristas de Rock da história: "Sem Gene Krupa não teria existido Keith Moon. Gene foi o primeiro baterista a comandar o centro das atenções e o primeiro a ser celebrado por seus solos, pois eles eram muito extravagantes. Ele fez coisas que eram basicamente fáceis, mas tocava de forma que ficavam sempre soando espetaculares".
E em uma participação na coluna "Ask a Pro" da revista Modern Drummer, ao ser perguntado sobre a importância e influência de Keith em sua carreira, Neil declarou: "Keith Moon foi um dos primeiros bateristas que realmente me empolgou com a bateria no Rock. Sua personalidade irreverente e maníaca, expressa por meio de sua bateria, me afetou profundamente", mas observando em seguida que Moon tocava mais na intuição do que baseado nos estudos: "Para mim, ele era o tipo de baterista que fazia grandes coisas por acidente, e não por planejamento."
Na verdade, apesar da admiração, Peart acabou descobriu que não gostava de tocar como Moon ao ingressar em uma banda que interpretava músicas do The Who. "É irônico que eu quisesse estar em uma banda que tocasse músicas do The Who e, quando finalmente entrei em uma, descobri que não gostava de tocar bateria como Keith Moon. Eu preferia ser mais organizado e cuidadoso sobre o que fazia e onde fazia." No entanto, ele elogiou o impacto de Moon no Rock e lamentou sua trágica decadência: "Tive a sorte de ver The Who muitas vezes durante o final dos anos 1960 e início dos anos 1970, e foi muito triste vê-lo declinar e sucumbir à exuberância de sua vida."
Keith Moon deixou um legado que vai além da técnica, pois sua forma de tocar representa uma abordagem expressiva e apaixonada que inspirou muitos músicos, incluindo o próprio Peart que concluiu: "Houve muitos outros grandes bateristas que me ensinaram muitas coisas e me serviram de inspiração, porém nunca mais teremos alguém tão especial como ele."
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