Por que Lars Ulrich virou baterista mesmo tendo cacoete para cantor, segundo o próprio
Por Gustavo Maiato
Postado em 16 de fevereiro de 2025
Lars Ulrich sempre foi a voz mais ativa do Metallica fora dos palcos, mas nunca assumiu o microfone na banda. Em "Metallica – A Biografia", de Mick Wall, o baterista explicou o motivo de ter ficado atrás da bateria, apesar de sua personalidade extrovertida.
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"Bem, existe um probleminha", disse Ulrich, rindo. "Eu não sabia cantar." Ele contou que até tentou no chuveiro, mas sua própria voz o irritava. "Se eu não conseguia conquistar nem uma plateia de um no chuveiro, vi que não ia rolar", brincou.
Apesar do gosto por se comunicar e liderar, a ideia de ser baterista nunca foi uma segunda opção. "Nunca me ocorreu que isso significaria ficar em segundo plano ou só falar quando me dirigissem a palavra. Nunca encaixei nisso."
Curiosamente, sua paixão pela bateria só se consolidou quando ele tentou seguir outra carreira: a de tenista profissional. Aos 16 anos, Ulrich se matriculou na academia de Nick Bollettieri, na Flórida, um dos principais centros de formação do esporte.
"Quando você cresce nesse meio, é praticamente arrastado", disse o baterista. Filho do ex-tenista profissional Torben Ulrich, ele revelou que nunca havia parado para decidir se queria seguir essa carreira. Quando passou a treinar longe da influência do pai, percebeu que não tinha o talento necessário, nem a disciplina exigida.
"Você tem dezesseis anos, já bebe umas cervejas, tem as primeiras experiências com garotas e outras coisas e, de repente, precisa passar seis horas por dia rebatendo aquelas merdas de bolas de tênis pra lá e pra cá. Ficou meio... disciplinado demais para o meu gosto."
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