O solo do Queen que Brian May escolheria para ser lembrado
Por Bruce William
Postado em 07 de dezembro de 2025
Brian May tem uma carreira tão longa e tão associada a momentos de estádio que às vezes a gente esquece um detalhe simples: ele sempre falou de guitarra como alguém que pensa em arranjo, não só em impacto. E quando escolhe um solo específico para representar o que fez no Queen, a decisão tem menos a ver com virtuosismo isolado e mais com identidade sonora.
Numa entrevista à Total Guitar (via Far Out), May disse que "Killer Queen" sempre foi uma de suas favoritas. Ele contou que aquela ideia já estava na cabeça dele e que o solo acabou servindo como um espaço onde conseguia colocar elementos que não apareciam em outro ponto da música.

May explicou que a faixa representou uma pequena aventura técnica e criativa. "Foi algo um pouco mais complexo, uma aventura de colocar harmonias de guitarra no solo. Foi um passo no desconhecido", disse ele, antes de destacar um detalhe bem específico: "tem uma melodia que eu coloquei ali que não aparece em nenhum outro lugar da canção."
A fala dá uma pista boa do que ele valorizava naquele momento de 1974, no período de "Sheer Heart Attack". Não era apenas fazer um solo "bonito" ou "rápido", mas construir uma parte que tivesse vida própria dentro da estrutura e que ajudasse a definir a cara do Queen naquele começo de década.
Outro ponto importante é como ele descreve o sonho de usar a guitarra como se fosse um instrumento de orquestra. "Meu sonho era usar a guitarra como um instrumento de orquestra, e tive sorte o bastante de realizar esse sonho", comentou. Isso ajuda a explicar por que ele enxerga "Killer Queen" como um marco pessoal, não só como um hit do catálogo.
May também disse que aquele solo foi a primeira vez em que conseguiu realmente transmitir essa ideia de harmonias em movimento. "O solo de 'Killer Queen' foi a primeira vez que eu consegui de verdade passar essa coisa das harmonias", e explicou que elas interagem entre si, em vez de apenas seguirem paralelas.
"Eu provavelmente colocaria esse como aquele que talvez eu quisesse que as pessoas se lembrassem de mim", finalizou. E isso chama atenção justamente porque o Queen tem outros solos muito lembrados - mas a escolha dele aponta para algo mais pessoal: um momento em que técnica, invenção e assinatura musical se encontraram no mesmo lugar.
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