Quatro composições que exaltam a ancestralidade negra e as religiões de matriz africana no Metal
Por Luis Fernando Ribeiro
Postado em 19 de março de 2025
A música brasileira é amplamente reconhecida por sua pluralidade e profundidade, refletindo as influências culturais e sociais do país. O Heavy Metal, que sempre soube se adaptar e incorporar elementos de diferentes contextos, ao longo dos anos passou a absorver cada vez mais características da identidade brasileira. Nesse processo, um tema que tem ganhado crescente destaque nas composições de bandas do gênero é a valorização das culturas e religiões de matriz africana, fundamentais na formação da sociedade brasileira.

Essas bandas têm integrado elementos dessa rica herança cultural em suas músicas, celebrando as tradições africanas e abordando temas como resistência, espiritualidade e identidade. A fusão entre o Metal e a diversidade religiosa e cultural de origem africana resulta em uma sonoridade única que honra essas raízes e fortalece a luta por reconhecimento e respeito.
BLACK PANTERA - "PERPÉTUO"
"Perpétuo", faixa título do álbum mais recente do Black Pantera, explora a relação com a ancestralidade e a resistência cultural negra. A música provoca uma reflexão sobre a universalidade da luta e da história negra, destacando a importância da Cultura Preta na formação do mundo e as origens compartilhadas por todos a partir do continente africano. A canção exalta a força dos ancestrais como fonte de identidade e resistência. Termos como "afrobetizar" e "aquilombar" sugerem uma reapropriação da cultura e da luta. A música reforça a ideia de que a conexão com as raízes africanas é fundamental para a afirmação e fortalecimento da identidade negra.
MARABÔ - "MARABÔ"
A música que carrega o nome da banda carioca Marabô em seu EP de estreia, presta homenagem a Exu Marabô, uma entidade na Umbanda associada à proteção e à comunicação entre os mundos espiritual e material. É um dos exus considerados "cabeça de legião" e membro da serventia direta de Oxóssi. A letra aborda a jornada pessoal e espiritual, enfatizando a importância de seguir em frente apesar dos desafios, destacando a natureza resiliente de Exu Marabô. Referências às matas e ao guardião rei reforçam a conexão com a espiritualidade africana e a busca por sabedoria ancestral.
PUNHO DE MAHIN - "PUNHO DE MAHIN"
A música que leva o nome da banda Punho de Mahin destaca a resistência dos africanos escravizados no Brasil, especialmente durante a Revolta dos Malês em 1835, quando cerca de 600 escravizados se rebelaram contra a opressão em Salvador. A menção a "Hauçás, Nagôs e Mandigas" reforça a diversidade étnica desses grupos, que, apesar de suas diferenças, uniram-se na luta pela liberdade. A referência ao "amuleto da sorte" simboliza a proteção espiritual, enquanto os "punhos erguidos no ar" e os gritos de "liberdade para pensar" expressam a busca por autonomia e direitos fundamentais. A convocação para "avante para lutar" reforça o espírito coletivo e a determinação na busca por justiça e igualdade.
MATAKABRA - "CORPO FECHADO"
A música "Corpo Fechado" da banda pernambucana Matakabra celebra Ogum, orixá guerreiro de iorubá, símbolo de força, coragem e proteção. A letra destaca a luta em honra aos ancestrais e a conexão com os orixás, especialmente com Ogum, que forja armas e guia os guerreiros. A invocação de divindades como Exu, Oxalá e Iemanjá reforça a união espiritual e a busca por proteção, expressando a identidade e a força derivadas desse orixá, central na cultura afro-brasileira.
FONTE: Hell Yeah Music Company
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