A participação do Queen na trilha sonora de um dos maiores filmes de fantasia dos anos 80
Por Yuri Apolônio
Postado em 12 de março de 2025
A animação dos membros do Queen após a histórica apresentação no Live Aid, em julho de 85, não só os fez abandonar a ideia de acabar com a banda como também os reuniu para lançarem poucos meses depois o sucesso "One Vision".
Logo após gravarem o single, o Queen recebe a visita do diretor de cinema Russell Mulcahy, que os convida para fazerem parte da trilha sonora para o seu próximo filme, de fantasia e aventura, a ser estrelado por Sean Connery e Christopher Lambert, com o título de "Highlander".
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O Queen aceita e passa os próximos meses por quatro diferentes estúdios, incluindo o estúdio próprio, na Suíça, o Musicland, na Alemanha e o The Town House e o Abbey Road, em Londres.
Cabe destacar que o Queen já havia composto a trilha sonora para o "Flash Gordon" no ano de 1980. Mas desta vez, as coisas seriam um pouco diferentes. Nessa ocasião a banda gravaria algumas canções para a trilha, mas depois as rearranjaria para lançá-las em um álbum não creditado como trilha sonora.
As primeiras faixas lançadas da trilha são "Princes of the Universe" e "A Kind of Magic", como singles separados no mês de março de 86, pouco menos de três meses do LP "A Kind of Magic". A primeira delas lembra de certa forma a trilha de "Flash Gordon", em especial quando acelera. Seu clipe foi, digamos, um presente de Russell Mulcahy pelo fato da banda ter aceitado participar da trilha sonora para seu filme. Christopher Lambert até faz uma pontinha para uma luta de espadas com Freddie Mercury.
A canção título, creditada somente à Roger Taylor, foi inspirada na frase em que o personagem de Christopher Lambert, Connor MacLeod, descreve sua imortalidade, dizendo se tratar de "um tipo de magia". Segundo Roger, Freddie se apossou da canção, assim como fez com "Radio Ga Ga" e "One Vision", pois acreditava que ali haveria um grande potencial para o sucesso.
Há duas coisas nessa canção que acho sensacionais: a linha de baixo e a guitarra, a meu ver, um dos mais belos trabalhos de Brian May. É outra canção cujo clipe foi dirigido pelo diretor de Highlander. Seu single foi terceiro lugar nas paradas britânicas.
Das demais canções, "Who Wants to Live Forever" é provavelmente a que mais parece ser parte de uma trilha sonora. Talvez pela presença da orquestra. Apesar de, a meu ver, parecer ser de autoria de Freddie Mercury, é uma peça do guitarrista, que é quem inclusive faz parte dos vocais do início na versão de estúdio. Brian May, que passava por um período difícil em seu casamento, conta que compôs a canção ao se identificar com a história do protagonista de "Highlander", em especial o fato de que se apaixonar traria para ele problemas. Apesar de seu single não ter feito o mesmo sucesso que os anteriores, fez 24º lugar nas paradas do Reino Unido.
Outras canções que fizeram parte de Highlander foram: "One Year of Love", "Gimme the Prize" e "Don't Lose Your Head". A primeira é uma canção um tanto atípica para o Queen, pois se trata de um soul music. Como é de suspeitar, foi composta pelo baixista John Deacon, que optou por usar um solo de sax após uma discussão com Brian May, que nem sequer participa dessa canção.
O início "Gimme the Prize" já entrega quem a compôs. É uma canção estranha. É boa mas não é. Eu adoro do rockão do Queen, mas essa aqui parece deslocada, ou algo do tipo. "Don't Lose Your Head", de autoria do baterista, é uma peça totalmente contaminada pela sonoridade mais chatinha dos anos 80.
Este texto é um trecho do roteiro para o vídeo "A história do Queen após o Live Aid: o A Kind of Magic e a despedida de Freddie Mercury dos palcos", publicado no canal "No Rastro do Som", no YouTube. Nele, dou continuidade à série de vídeos em que conto a história do Queen por meio de seus discos. Se quiser conhecer o conteúdo completo, é só clicar no vídeo abaixo.
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