A frase que John Lennon retirou de hit por achar "brega demais" para usar em uma música
Por Gustavo Maiato
Postado em 05 de março de 2025
John Lennon sempre teve um olhar crítico sobre suas composições, especialmente quando se tratava de letras. Embora sua parceria com Paul McCartney tenha produzido algumas das músicas mais icônicas dos Beatles, Lennon costumava evitar clichês e frases que soassem sentimentais demais. Um exemplo disso foi durante a criação de "Mind Games" (1973), quando ele descartou um verso que considerou óbvio e ultrapassado. A entrevista foi resgatada pela Far Out.
John Lennon - Mais Novidades
A faixa originalmente se chamava "Make Love Not War", mas Lennon decidiu mudar o título e parte da letra por achar a mensagem excessivamente repetitiva. "Era um clichê tão grande que já não dava mais para dizer isso. Então escrevi de forma mais abstrata, mas a história era a mesma. Quantas vezes você pode dizer a mesma coisa repetidamente?", explicou o músico.
Na época, o otimismo dos anos 1960 estava sendo colocado em xeque, e muitos viam o movimento hippie como ingênuo. Lennon, que já havia se engajado em diversas causas políticas e sociais, percebeu que precisava reformular sua mensagem. O resultado foi "Mind Games", uma canção que manteve a essência pacifista, mas com uma abordagem mais sutil e introspectiva.
John Lennon e o álbum "Mind Games"
Apesar das críticas mistas na época do lançamento, "Mind Games’ se tornou um álbum significativo na discografia de John Lennon, marcando seu retorno a composições mais melódicas após a fase politicamente engajada de "Some Time in New York City".
Com uma sonoridade mais refinada e um leque de influências que iam do rock clássico ao soul, "Mind Games" apresentou músicas que hoje são clássicos, como "Out the Blue e I Know (I Know)", nas quais Lennon expressa vulnerabilidade e autorreflexão.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O hit da Legião Urbana que foi mal interpretado como apologia ao fascismo
As quatro bandas que Dave Mustaine incluiria em um novo Big Four
A formação do Black Sabbath que não funcionou, na opinião de Geezer Butler
O disco do Slayer que é uma "resposta" ao pop punk feito por Green Day e Offspring
65 grandes músicas gravadas por Dave Mustaine, que completa 65 anos neste domingo
King Diamond sobe ao palco com o My Chemical Romance
A criança que irritou Joey Ramone a ponto de inspirar um clássico dos Ramones
Os mestres que moldaram Jimi Hendrix antes de ele se tornar o maior nome da guitarra
Regis Tadeu elege melhores e piores shows do primeiro fim de semana do Rock in Rio 2026
Os dois piores álbuns da discografia do Kiss segundo seu vocalista Paul Stanley
Como o Aerosmith terceirizou a escrita da própria volta por cima nos anos 80
O disco do Iron Maiden com Blaze Bayley que a Metal Hammer considera "metade de um clássico"
O ajuste que Bruno Sutter sugere para a voz de Bruce Dickinson no Iron Maiden
Em 1986, leitores da Kerrang! escolhiam os melhores discos do ano
Quando The Edge pensou em abandonar o U2 por causa dos egos inflamados

A música de 1971 que incendiou Bono e mudou sua forma de enxergar o mundo
A melhor "música pop adolescente" de todos os tempos, segundo Brian May
Roger Waters explica porque separa John Lennon e Bob Dylan de um lado e Phil Collins do outro
"A melhor coisa que já fiz"; quando John Lennon atingiu o mesmo nível dos Beatles
A composição própria que John Lennon comparou a "Like a Rolling Stone"
Paul McCartney lista suas músicas favoritas dos Beatles, e a que mais ouviu na vida
Keith Richards relembra a crítica que fazia a John Lennon pelo jeito como ele tocava guitarra
A música dos Beatles que Lennon compôs no fundo do poço: "Suicida e tentando alcançar Deus"
O álbum de ex-beatle que John Lennon não gostou e reagiu com forte deboche
O clássico dos Beatles em que John Lennon não conseguiu tocar guitarra como deveria
Ringo Starr, baterista dos Beatles, conta como foi o seu último encontro com John Lennon


