A canção do Pink Floyd que Nick Mason prefere ao vivo por não ter ficado legal no estúdio
Por Bruce William
Postado em 01 de março de 2025
Lançado em 1970, "Atom Heart Mother" é um dos álbuns mais experimentais do Pink Floyd. Ainda em fase de transição após a saída de Syd Barrett, a banda se aventurava em longas composições instrumentais e colaborações com orquestra e coral, buscando expandir os limites do rock progressivo. O resultado, no entanto, sempre gerou opiniões divididas, inclusive dentro do próprio grupo.


Se David Gilmour chegou a dizer que a banda tinha boas ideias "mas o resultado final foi terrível", o baterista Nick Mason apontou uma faixa específica que, segundo ele, funcionava muito melhor nos shows do que na gravação de estúdio: "Alan's Psychedelic Breakfast."
A música fecha o álbum e traz um conceito inusitado: uma trilha sonora para o café da manhã do roadie Alan Styles, incluindo sons de torradas sendo mastigadas, fogões acesos e chaleiras apitando. Em entrevista resgatada pela Far Out, Mason admitiu que a faixa ficou aquém das expectativas no estúdio: "Foi uma ótima ideia - fogões a gás estalando, chaleiras fervendo - mas que não funcionou tão bem no disco. No palco, era muito mais divertida."

Nos shows, aparentemente a banda chegou a recriar um cenário de cozinha no palco, com o próprio Alan preparando o café da manhã enquanto os músicos improvisavam. A performance adicionava um elemento teatral que não foi captado na gravação, tornando a versão ao vivo mais interessante do que a original.
Apesar de suas limitações, "Atom Heart Mother" representou um passo importante na evolução do Pink Floyd. A colaboração com o compositor Ron Geesin trouxe novas técnicas de gravação que seriam fundamentais nos discos seguintes. Mas, mesmo com esse legado, a banda nunca escondeu que o álbum foi mais um experimento do que um resultado plenamente satisfatório.

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