A canção favorita de David Gilmour que simbolizou a união do Pink Floyd sem Roger Waters
Por Gustavo Maiato
Postado em 21 de abril de 2025
Quando o assunto é Pink Floyd, muitos fãs acabam associando a banda com suas duas figuras centrais: David Gilmour e Roger Waters. Nos conturbados anos 1980, após a saída de Waters, o grupo britânico precisou seguir firme.
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Em uma dessas aventuras depois de Waters deixar o Floyd, Gilmour e seus fieis escudeiros acabaram criando a canção que mais simbolizou esse momento: "High Hopes", do álbum "The Division Bell" (1994).
Em entrevista resgatada pela Far Out, David Gilmour comentou mais sobre esse momento da banda. Ele disse que o hit acabou se tornando seu favorito de todo o catálogo de sua banda. "High Hopes é uma das minhas músicas favoritas de todos os tempos do Pink Floyd", afirmou.
Apesar da ausência de Waters, o Pink Floyd apresentava-se coeso. E "High Hopes" teve papel central nesse processo. "Ela reuniu o álbum inteiro", explicou o produtor Bob Ezrin. Escrita por Gilmour e sua então companheira, a escritora Polly Samson, a música tornou-se o eixo conceitual em torno do qual o disco foi desenvolvido. Foi a primeira canção a surgir nos ensaios e a última a ser finalizada, acompanhando todas as etapas da produção.
Gravado majoritariamente no estúdio flutuante de Gilmour, o Astoria, o álbum teve contribuições importantes de Richard Wright e Nick Mason, mas foi a parceria com Samson que moldou as letras. "Eu começava a escrever e mostrava para ela. Aos poucos, ela começou a opinar, e eu a encorajei", contou Gilmour. "Havia um lado invisível no processo — à noite, em casa, enquanto eu trabalhava nas letras com a Polly."
O significado de "High Hopes"
A letra de "High Hopes" fala de infância, perda e passagem do tempo, temas que ressoam com a história da própria banda. A escolha do nome do álbum, aliás, veio de um verso da canção, selecionado pelo escritor e amigo de Gilmour, Douglas Adams. Muitos fãs veem a faixa como uma reflexão sobre o distanciamento entre os ex-integrantes. Mas, para Gilmour e sua equipe, a música simbolizava união.
Já em entrevista ao The Guardian, Gilmour explicou que no contexto da criação de "High Hopes" nunca chegou a pensar em encerrar o Pink Floyd. "Eu não achei que era o fim. Não havia motivo para pararmos naquele momento, mas as coisas simplesmente desaceleraram. Outras prioridades apareceram, como costuma acontecer na vida. É um belo encerramento para um álbum, mas não necessariamente para uma carreira."
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